A Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba deve terminar o mês de junho com um déficit de R$ 130 milhões. Esse déficit é resultado da diferença entre o valor arrecadado na catraca e o valor efetivamente pago, pela Prefeitura de Curitiba, pelo serviço. A diferença aumentou em 45% em relação ao mesmo período de 2024.
O rombo nas contas da RIT em 2025 se agravou porque o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) decidiu não reajustar a tarifa paga na catraca. A tarifa paga às empresas concessionárias, porém, continua subindo. Em média, a prefeitura pago R$ 8,01 por passageiro equivalente às empresas desde janeiro.
Em junho, a tarifa técnica paga às concessionárias voltou a subir e fechou em R$ 7,92.
Para cobrir o caixa da RIT, a prefeitura retira dinheiro do tesouro municipal. Se continuar no mesmo ritmo que está até o momento, Curitiba terminará 2025 com um déficit de R$ 265 milhões.
Além disso, a Prefeitura também planeja fazer dois empréstimos no total de R$ 1 bilhão para comprar para a rede de transporte ônibus elétricos. Os projetos de lei que autorizam essas operações estão tramitando na Câmara Municipal.