O reajuste máximo dos planos de saúde individuais e familiares em 2026 é de 5,11%, autorizado pela ANS para contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027. Os planos coletivos, empresariais ou por adesão, não têm teto. Neles, o reajuste médio aplicado foi de 10,76% em 2025 e de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026.
Qual é o reajuste do plano de saúde individual em 2026?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 5,11% o teto de reajuste anual para os planos individuais e familiares. O índice vale para contratos assinados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98, com mês de aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027.
É o menor teto já definido pela agência, com exceção de 2021. Naquele ano o índice foi negativo (-8,19%) por causa da queda no uso dos planos durante a pandemia de covid-19. Em 2025 o teto havia sido de 6,06%, e em 2022 chegou a 15,5%.
O percentual é um limite. A operadora pode aplicar menos, mas não mais. Segundo a ANS, cobrar acima de 5,11% num plano individual, fora das hipóteses previstas na regulamentação, é descumprimento da regra.
| Período de aplicação | Teto da ANS (planos individuais) |
|---|---|
| mai/2026 – abr/2027 | 5,11% |
| mai/2025 – abr/2026 | 6,06% |
| mai/2024 – abr/2025 | 6,91% |
| mai/2023 – abr/2024 | 9,63% |
| mai/2022 – abr/2023 | 15,50% |
| mai/2021 – abr/2022 | -8,19% |
| mai/2020 – abr/2021 | 8,14% |
| mai/2019 – abr/2020 | 7,35% |
| mai/2018 – abr/2019 | 10,00% |
O teto de 5,11% vale para plano empresarial ou coletivo?
Não. A ANS só define teto para os planos individuais e familiares. Nos planos coletivos, empresariais ou por adesão, o reajuste é negociado entre a operadora e a empresa, o sindicato ou a associação que contratou o plano.
A maioria dos brasileiros está justamente nesses planos sem teto. Segundo a ANS, o país tem 52,97 milhões de beneficiários de planos de assistência médica: 44,49 milhões em planos coletivos e 8,45 milhões em individuais ou familiares.
Nos coletivos, o reajuste médio aplicado foi de 10,76% em 2025 e de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo boletim da ANS de junho de 2026. A agência fala em "tendência de desaceleração", mas o índice médio ainda é quase o dobro do teto dos planos individuais.
Quando o reajuste pode ser cobrado?
O reajuste anual só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato, isto é, no mês em que o plano foi assinado, e nunca antes. Ele também depende de autorização da ANS, e só operadoras autorizadas pela agência podem reajustar mensalidades de planos individuais.
Por isso, o primeiro passo para conferir a cobrança é localizar no contrato o mês de assinatura e o tipo de plano. Um plano individual assinado em outubro, por exemplo, só pode ter o reajuste de 5,11% aplicado a partir da mensalidade de outubro de 2026.
O reajuste por mudança de faixa etária é uma regra separada do reajuste anual. Ele acontece quando o beneficiário muda de faixa de idade prevista no contrato e pode coincidir com o reajuste anual no mesmo ano.
Existe reajuste extraordinário do plano de saúde em 2026?
Não. Em nota de 20 de julho de 2026, a ANS afirmou que "não há autorização nem deliberação da Diretoria Colegiada" para reajuste extraordinário dos planos individuais e familiares. A agência reforçou que o único índice autorizado para o período é o de 5,11%.
A nota respondeu a informações que circularam sobre uma possível revisão técnica dos preços. A ANS explicou que o tema foi discutido em consulta pública em 2025, mas que estudos e minutas internas "não se confundem com decisão de aprovação ou implementação de novos mecanismos de reajuste".
Para o consumidor, isso significa que qualquer aumento acima de 5,11% num plano individual deve ser questionado, primeiro na operadora e, se não resolver, na própria ANS.
Quanto o plano de saúde subiu em Curitiba?
O IBGE acompanha o preço dos planos de saúde na região metropolitana de Curitiba dentro do IPCA, a inflação oficial. Nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, o item plano de saúde subiu 5,83%, mais que o dobro da inflação geral da região no período (2,46%).
No prazo mais longo, a distância é maior. De janeiro de 2018 a agosto de 2026, o plano de saúde acumulou alta de 79,3% em Curitiba, contra 52,7% da inflação geral. Os anos mais pesados foram 2023 (+11,62%) e 2024 (+7,85%). Em 2026, até agosto, a alta é de 3,74%.
O peso é maior para quem ganha menos. Pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-18, do IBGE), recortada para Curitiba em cálculo da Plural, os gastos com saúde (plano, remédios e consultas) consomem 6,8% da renda das famílias que ganham até 3 salários mínimos. Nas famílias com mais de 10 salários mínimos, são 2,9%.
O que fazer se o reajuste estiver acima do permitido?
Confira no contrato se o plano é individual ou coletivo e qual é o mês de aniversário. Se for individual e o aumento passar de 5,11%, peça à operadora a explicação do cálculo e anote o número de protocolo do atendimento.
Se a operadora não resolver, registre reclamação na ANS pelo Disque ANS (0800 701 9656) ou pelo site da agência. A queixa sobre mensalidade e reajuste é enviada automaticamente à operadora, que tem até 10 dias úteis para responder. O passo a passo está no guia da Plural sobre como reclamar do plano de saúde na ANS.
Nos planos coletivos não há teto, mas a operadora deve informar como chegou ao percentual. A reclamação na ANS também é possível nesse caso.
Perguntas rápidas
Qual o reajuste do plano de saúde individual em 2026? Até 5,11%, para contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027.
O reajuste de 5,11% vale para plano empresarial? Não. Planos coletivos não têm teto da ANS; a média aplicada foi de 10,76% em 2025.
A operadora pode aplicar o reajuste antes do aniversário do contrato? Não. O reajuste anual só vale a partir do mês de aniversário.
Há reajuste extraordinário em 2026? Não. A ANS negou, em nota de 20 de julho de 2026, qualquer autorização nesse sentido.
Quanto o plano de saúde subiu em Curitiba? 5,83% nos 12 meses até agosto de 2026, contra 2,46% da inflação geral da região.
Veja também: tabela de reajuste de aluguel 2026.
Fonte: ANS (tabela de reajustes individuais 2026; nota de esclarecimento de 20/07/2026; Boletim Conexão & Cidadania, jun/2026), IBGE (IPCA da RM de Curitiba, tabelas SIDRA 1419 e 7060; POF 2017-18) e base de dados da Plural. Última atualização: 19 de setembro de 2026.