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Documentário que explora a cultura e a memória das feiras de Maringá encerra temporada com exibição no Teatro Barracão

Curta-metragem de 15 minutos reúne relatos de feirantes e frequentadores para lançar um olhar sobre as transformações do comércio a céu aberto e as relações de consumo na cidade.

Documentário que explora a cultura e a memória das feiras de Maringá encerra temporada com exibição no Teatro Barracão
Seu Moisés em sua barraca de vassouras na feira livre de Maringá. Foto: Mariana Kateivas
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As feiras livres de Maringá, conhecidas tanto pela tradição quanto pela dinâmica de convivência urbana, são o tema central do documentário “O que se compra, o que se vive: Narrativa das Feiras de Maringá”. Após circular por diversos espaços culturais do município ao longo de agosto, o curta-metragem encerra sua temporada de exibições nesta terça-feira, 1º de setembro, com sessão gratuita no Teatro Barracão, às 19h.

Com cerca de 15 minutos de duração, a produção audiovisual mapeia o cotidiano do comércio popular a partir dos bastidores de quem trabalha e frequenta esses locais. O roteiro aborda desde o imaginário construído em torno de hábitos tradicionais — como o consumo de pastel — até pautas sobre o protagonismo feminino na feira, as origens históricas dessas aglomerações e as mudanças estruturais pelas quais elas passaram ao longo dos anos.

O projeto é fruto de uma pesquisa de campo conduzida por Mari Parma, Thamlym Luiza e Melissa Sperandio. Durante três meses, o grupo percorreu mais de 20 feiras da cidade e colheu depoimentos de mais de 15 personagens, incluindo feirantes antigos e novos comerciantes. Embora a proposta inicial previsse uma locução expositiva para alinhar as teses teóricas, a direção optou por construir a narrativa exclusivamente a partir das vozes e relatos dos próprios entrevistados.

Sob a direção de Guilherme Bahls, o filme também questiona a permanência e a evolução desses espaços frente às novas dinâmicas sociais. Em vez de diagnosticar um declínio do formato, o material aponta para um processo de adaptação e ressignificação do uso do espaço público.

Vinculado aos estudos de Sperandio sobre cultura e consumo, o curta busca documentar a memória oral maringaense e registrar o papel das feiras na formação da identidade sociocultural da cidade.

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Thaís Almeida

Thaís Almeida

Sou jornalista e redatora, com experiência em diferentes frentes da comunicação: colunas de notícias, reportagem de rua e produção e apresentação de programas ao vivo. Minha atuação se concentra em temas como política e questões raciais.

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