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Teatro do Alvorecer estreia peça gratuita sobre afeto e reencontros no Jardim Alvorada

Ambientada em um boteco dos anos 2000, a trama usa o tempo em que um caldinho de feijão leva para esfriar como metáfora para reencontros impossíveis, abordando temas como luto, imigração e laços afetivos.

Teatro do Alvorecer estreia peça gratuita sobre afeto e reencontros no Jardim Alvorada
Clarisse (Bianca Silvério), Julienne (Mari Venâncio), Juca/Kenji (Douglas Kodi), Marco (Pedro H. Daniel) e Kai (Bárbara Bittencourt) Foto: Isa Angioletto e Augusto Perego (Angioletto Fotografia)
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Um boteco de bairro em Maringá, no início dos anos 2000, serve de cenário para uma premissa fantástica: o que você diria a alguém importante do seu passado se pudesse reencontrá-lo pelo tempo exato em que um caldinho de feijão leva para esfriar? Esse é o ponto de partida de Acalento ou antes que esse caldo esfrie, nova peça do Teatro do Alvorecer, que inicia temporada gratuita nesta quinta-feira (27), na Casa da Cultura Alcídio Regini, no Jardim Alvorada.

Com dramaturgia e direção de Douglas Kodi — que também atua no espetáculo —, a peça usa o ambiente cotidiano dos bares populares para discutir luto, imigração, vínculos afetivos e as dificuldades do amadurecimento.

Na trama, os encontros proporcionados pela bebida quente seguem regras rígidas: a pessoa invocada precisa estar ausente há pelo menos um ano, surge com a mesma aparência de quando foi vista pela última vez e nada do que for dito pode alterar o presente.

Entre os personagens que cruzam a cena estão Juca (Douglas Kodi), um recém-mestre em busca de memórias sobre a partida do pai para o Japão, e Clarisse (Bianca Silvério), que encara a despedida iminente da amiga Kai (Bárbara Bittencourt), prestes a emigrar para a Irlanda. O elenco é completado por Mari Venâncio e Pedro H. Daniel.

A escolha do espaço não é casual. "O boteco de bairro é um dos espaços mais democráticos e afetuosos da nossa cultura. É onde a conversa flui sem filtro e as memórias ganham corpo", pontua Kodi. Na encenação, a atmosfera boêmia funciona como catalisador para temas universais do interior paranaense e da experiência urbana do início do século.

A temporada reúne seis apresentações no Jardim Alvorada. Viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc, a produção conta com interpretação em Libras nas sessões de encerramento, em setembro.

Serviço

Thaís Almeida

Thaís Almeida

Sou jornalista e redatora, com experiência em diferentes frentes da comunicação: colunas de notícias, reportagem de rua e produção e apresentação de programas ao vivo. Minha atuação se concentra em temas como política e questões raciais.

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