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Brasil e Argentina criam agenda comum para proteger as Cataratas

Após recorde de 3,5 milhões de visitantes em 2025, parques dos dois países vão alinhar ações sobre qualidade da água, fauna, espécies exóticas e visitação

Brasil e Argentina criam agenda comum para proteger as Cataratas
Cataratas do Iguaçu estão distribuídas entre Brasil e Argentina em um dos principais remanescentes de Mata Atlântica da América do Sul. Foto: Agência Brasil

Brasil e Argentina começaram a construir uma agenda conjunta de conservação para as Cataratas do Iguaçu. Em oficina realizada nos dias 16 e 17 de junho, equipes dos parques nacionais do Iguaçu e Iguazú definiram ações conjuntas para qualidade da água, atropelamento de fauna, espécies exóticas, impactos da visitação e proteção de áreas sensíveis.

A iniciativa ocorre em um momento de crescimento da visitação nas Cataratas. Em 2025, o Parque Nacional do Iguaçu recebeu 2.020.359 visitantes, enquanto o Parque Nacional Iguazú registrou cerca de 1,5 milhão. Juntos, os dois lados do patrimônio natural ultrapassaram a marca de 3,5 milhões de turistas no ano.

O avanço continua em 2026. No lado brasileiro, o Parque Nacional do Iguaçu alcançou 1.001.098 visitantes em 14 de junho, tornando-se o primeiro ano da série histórica a superar a marca de um milhão de visitantes ainda no primeiro semestre. O resultado representa crescimento de 13,84% em relação ao mesmo período de 2025.

Gestão sem fronteiras 

Entre as medidas previstas estão protocolos para compartilhamento de informações sobre ocorrências ambientais, integração de pesquisas e monitoramentos, capacitações conjuntas e alinhamento de ações de educação ambiental voltadas aos visitantes.

Reconhecidos pela Unesco como um único Sítio do Patrimônio Mundial Natural, os parques brasileiro e argentino compartilham recursos hídricos, espécies da fauna e ecossistemas que ultrapassam os limites políticos da fronteira, exigindo ações coordenadas de conservação.

Segundo o chefe do Parque Nacional do Iguaçu, José Ulisses dos Santos, a cooperação entre as equipes é essencial para fortalecer a missão de conservação da unidade.

“A cooperação, o carinho e o mútuo respeito entre as duas equipes são essenciais para o alcance da nossa missão coletiva, que é cuidar da natureza para as presentes e futuras gerações, e para todas as espécies”, afirmou.

Para o intendente do Parque Nacional Iguazú, José Maria Hervás, a construção de uma agenda comum reflete a própria integração histórica da região de fronteira.

“A história compartilhada das comunidades que habitam ambas as margens do Rio Iguaçu nos aponta o caminho para continuarmos trabalhando em uma agenda comum entre dois parques nacionais emblemáticos do patrimônio natural do Brasil e da Argentina”, disse.

As próximas etapas da cooperação incluem uma nova oficina conjunta para debater o uso público e a visitação dos parques.

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