Nenhum plano de transformação institucional será capaz de superar esse obstáculo sem enfrentar, antes, a pergunta mais básica de todas: quem paga a conta da execução penal no Brasil?
Enquanto a equação “acusar = punir” seguir operando sem resistência (nas redes, nos ambientes de trabalho, na política), qualquer um pode ser o próximo a ser julgado antes de ser ouvido
Enquanto a mulher for percebida inconscientemente como a responsável pela expulsão do paraíso e pela frustração do desejo masculino, a violência continuará a se manifestar
Existe vontade política para romper com a falta de limites neoliberal e construir uma verdadeira cultura democrática, aberta ao outro do conhecimento e ao outro da diversidade?