A tarifa paga pela URBS às empresas concessionárias do transporte coletivo voltou a passar dos R$ 7 em novembro. O valor pago sofreu um reajuste de 5% em relação a outubro, quando a tarifa técnica ficou em R$ 6,93. O aumento implica em um déficit só no mês de novembro de R$ 14,3 milhões, ou seja, a diferença entre o valor arrecadado com a venda de passagens e o pago para as empresas.
A nova tarifa técnica é a terceira maior paga em 2023 às concessionárias. Em fevereiro a URBS pagou às empresas R$ 8,36 por passageiro transportado e em abril a tarifa técnica foi de R$ 7,32. Na média do ano, o valor pago por passageiro às concessionárias ficou em R$ 7,06, R$ 1,06 acima da tarifa cobrada, que é de R$ 6,00. No acumulado do ano o déficit do sistema de transporte coletivo chegou a R$ 137 milhões.
De acordo com a planilha da URBS, o item com maior reajuste na composição do custo por quilômetro rodado foi o com pessoal com aumento de 4% em relação a outubro. O custo de administração aumentou 5%, mas tem peso menor na tarifa final. Os custos de amortização e de rentabilidade justa também tiveram reajuste de 4%. A URBS também considerou uma redução de 656 mil passageiros em novembro em relação a outubro no cálculo da tarifa.