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STF prende dois envolvidos nos atos de 8 de janeiro no Paraná

Condenado é entregue pelo Paraguai em Foz do Iguaçu, e mulher é detida em Cascavel após romper tornozeleira

STF prende dois envolvidos nos atos de 8 de janeiro no Paraná
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Foz do Iguaçu - Duas pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023 foram presas nesta semana no Paraná, em ações distintas que deram cumprimento a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Um homem já condenado foi entregue pelo Paraguai à Polícia Federal em Foz do Iguaçu, e uma mulher com mandado de prisão preventiva foi detida em Cascavel após descumprir medidas cautelares e deixar o país.

Na terça-feira (3), a Polícia Federal recebeu, na Ponte Internacional da Amizade, um homem condenado pelo STF por crimes relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes. Ele havia sido localizado no Paraguai a partir do compartilhamento de informações entre forças de segurança dos dois países e entregue às autoridades brasileiras no âmbito da cooperação policial.

Após exame de corpo de delito, o condenado permaneceu à disposição da Justiça. Até o fim do dia, não havia definição sobre a realização de audiência de custódia nem sobre a unidade prisional para onde seria encaminhado para o cumprimento da pena.

O preso é João Paulo Silva Matos, de Londrina (PR), capturado em Salto del Guairá. Ele foi condenado a 14 anos de prisão. Segundo o processo, participou da invasão às sedes dos Três Poderes e divulgou registros dos atos nas redes sociais. As penas aplicadas aos condenados pelo 8 de janeiro foram individualizadas conforme a conduta apurada em cada caso.

Na segunda-feira (2), uma mulher de 52 anos foi presa em Cascavel, no oeste do Paraná, enquanto tentava emitir um novo documento de identidade. Contra ela havia mandado de prisão preventiva expedido pelo STF. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a investigada rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina, descumprindo medidas cautelares impostas quando estava em liberdade provisória.

Conforme a polícia, após deixar Brasília, a mulher passou por Lucas do Rio Verde (MT) e seguiu para o país vizinho. Ao retornar ao Brasil sem documentos, tentou se estabelecer em Foz do Iguaçu e, posteriormente, procurou atendimento em uma delegacia em Cascavel para solicitar um novo RG. A consulta aos sistemas policiais indicou o mandado de prisão em aberto, e a prisão foi realizada no local, com acionamento da Polícia Federal.

A mulher responde por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão do STF também determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e bens imóveis. Após os procedimentos legais, ela foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição do Supremo.

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