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Sob suspeita de nepotismo, Eder Borges nega "união estável" com mãe de sua chefe de gabinete

Vereador bolsonarista diz que a partir de agora só se pronunciará nos autos sobre denúncias

Sob suspeita de nepotismo, Eder Borges nega "união estável" com mãe de sua chefe de gabinete
Eder Borges. Foto: Tami Taketani/Plural
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O vereador Eder Borges (PL) negou nesta terça-feira (6) que tenha cometido qualquer irregularidade ao contratar Victoria Lauren Maciel de Almeida como sua chefe de Gabinete na Câmara de Curitiba. O discurso feito da tribuna da Câmara, segundo ele, deverá ser o único pronunciamento dele sobre a suspeita de nepotismo, já que a partir daqui ele “só se pronunciará nos autos”.

A denúncia de nepotismo partiu do Intercept Brasil, em reportagem publicada na quarta-feira passada. A reportagem de Jess Carvalho mostrava que nas redes sociais Eder deixava claro um relacionamento romântico com Andreia Gois Maciel, mãe de Victoria Lauren. Além disso, a reportagem mostrava indícios de que Andreia, embora fosse funcionária comissionada da Prefeitura de Curitiba, prestava serviços para o gabinete do vereador.

No discurso desta terça, Eder Borges classificou como mentirosa a alegação de que ele teria uma união estável com Andreia, embora não tenha negado que tenha havido um relacionamento romântico. O Intercept não afirmou que a situação era de união estável, e apenas mostrou provas do relacionamento. Afirmou que a única prova levantada pelo Intercept sobre o relacionamento seriam fotos de redes sociais de 2022 - mesmo ano em que Victoria foi contratada por seu gabinete.

O Intercept também relatou a existência de um boletim de ocorrência registrado por Andreia em que tanto ela quanto Eder Borges declararam como residência um mesmo endereço. Segundo o vereador em seu discurso, o problema teria sido “um erro de registro” da parte da Polícia Civil.

As denúncias de nepotismo levaram a vereadora Geórgia Prates (PT) a pedir à Câmara a abertura de um processo de quebra de decoro contra Eder Borges. Além disso, a petista levou o caso ao Ministério Público do Paraná, pedindo providências.

No mesmo dia em que o Intercept publicou a reportagem, a Prefeitura de Curitiba exonerou Andreia do cargo para o qual havia sido nomeada no Instituto Municipal de Turismo. Segundo o vereador, a exoneração teria ocorrido a pedido dela.

Borges disse que Andreia hoje é sua assessora jurídica terceirizada. Afirmou ainda que irá tomar as providências cabíveis contra as pessoas que, segundo ele, tentaram difamá-lo. E disse que, comprando brigas com outros vereadores, não seria “vacilão” de cometer nepotismo no próprio gabinete.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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