Na terça-feira (13), a Câmara Municipal de Araucária aprovou em 2º turno o Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 11/2026. A votação obteve dez votos favoráveis e três contrários. A votação foi marcada pela presença de servidores do quadro geral e do magistério de Araucária e de representantes do Sifar, do Sismmar e do Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA), que já haviam acompanhado a sessão do primeiro turno no plenário durante a primeira greve da categoria contra o projeto.
Votaram a favor os vereadores Celso Nicácio (PSD); Fabio Pedroso (PL); Nilso Vaz Torres (PL); Olizandro Junior (MDB); Pastor Castilhos (PL); Paulinho Cabeleireiro (União Brasil); Pedrinho Gazeta (PSD); Ricardo Teixeira (Republicanos); Vagner Chefer (PSD); e Vilson Cordeiro – Grilo (União Brasil). Já os votos contrários foram de Ben Hur (União Brasil), Fabio Almeida Pavoni (PV) e Gilmar do Sindimont, sem filiação partidária.
De acordo com os sindicatos, a proposta do prefeito do município, Gustavo Botogoski (PSD), abre margem para alterações no fundo de previdência municipal, ataca diretamente os sindicatos e a conferência de saúde e permite que a prefeitura ignore a eleição democrática de diretores de escolas.

A greve, que durava mais de uma semana, foi suspensa no dia 7 de outubro, após, em mesa de negociação, representantes da prefeitura de Araucária acordarem com o Sifar, o Sismmar e o FPMA que o Executivo não pode alterar o artigo 71 da Lei Orgânica por decreto, para proteger o Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA). O acordo incluía a tramitação dessas mudanças junto com o projeto original, garantindo uma blindagem ao fundo, mas não foi isso que aconteceu. presidente da Câmara, Pastor Castilhos (PL), pautou a votação da mudança da Lei nº 11/2026, mas não o artigo que protege a previdência.
Com a votação, a categoria retomou a greve. Os sindicatos devem se reunir nesta tarde para definir novas ações da categoria.
