A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba decidiu pelo arquivamento de uma sindicância instaurada contra a vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Podemos). A investigação foi aberta depois de um alerta feito à Câmara pelo Ministério Público do Paraná sobre uma investigação criminal envolvendo a vereadora.
Segundo a denúncia apurada pelos promotores, Tânia Guerreiro teria exibido, durante uma palestra sobre pedofilia, imagens e vídeos de abuso sexual infantil para a plateia. Autodeclarada como uma parlamentar que se dedica principalmente à causa da defesa das crianças, a vereadora negou qualquer irregularidade.
Tânia Guerreiro, segundo reportagem da Folha, teria feito a palestra sobre pedofilia em Colombo. A partir de conteúdo armazenado em seu telefone celular, Tânia Guerreiro teria exibido imagens de crianças sendo abusadas. Um dos vídeos, inclusive, tinha som, com a criança gritando durante o abuso.
À Folha, a vereadora afirmou que “o conteúdo dessas palestras é exclusivamente destinado a maiores de 18 anos, com aviso claro e explícito, devido à seriedade dos relatos baseados em mais de 30 anos de atuação na Polícia Militar do Paraná no enfrentamento a crimes contra crianças e adolescentes”.
A reportagem da Folha diz ainda que as imagens exibidas pela vereadora eram tão chocantes que uma das pessoas presentes precisou se retirar da sala chorando e outra vomitou. A própria ONG relatou o caso do possível crime da vereadora ao Ministério Público.
Sem punições
Com o arquivamento do caso relativo à vereadora, a Corregedoria e o Conselho de Ética na Câmara chegam ao fim do semestre legislativo sem que se tenha aberto qualquer procedimento para levar adiante investigações contra vereadores. A lista de casos denunciados à Corregedoria inclui uma denúncia de nepotismo no gabinete de Eder Borges (PL) e um caso de prevaricação envolvendo o vereador João Bettega (União), que mesmo sabendo de uma condenação judicial contra um membro do Executivo preferiu se calar.
Na próxima segunda-feira (21), o Conselho de Ética julga ainda um recurso impetrado pela vereadora Giorgia Prates (PT) para que o caso de Eder Borges seja levado ao plenário.
