Aos 85 anos, o ex-governador Roberto Requião (PDT) tentou em 2026 uma volta ao Congresso Nacional, agora como deputado federal — e não conseguiu. Com cerca de 78 mil votos, ficou fora da bancada do Paraná, num resultado que pode marcar o ponto final de uma das trajetórias mais longas da política paranaense. A noite também foi dura para a família: o filho, Requião Filho, ficou em terceiro na disputa pelo governo.
> *Resultado final: apuração do TSE com 100% das urnas apuradas.
Uma das carreiras mais longas do Paraná
Roberto Requião de Mello e Silva (nascido em 5 de março de 1941) foi prefeito de Curitiba, três vezes governador do Paraná e senador. Nesta eleição concorreu a deputado federal pelo PDT (nº 1212), enquanto o filho, Requião Filho, disputava o governo do estado.
O resultado
Requião teve cerca de 78 mil votos (1,3%) — a maior votação do PDT para deputado federal no estado, mas insuficiente: o partido não atingiu o quociente eleitoral e não elegeu nenhum federal pelo Paraná, o que deixou o ex-governador de fora.
No mesmo dia, Requião Filho (PDT) ficou em terceiro na corrida ao governo, com cerca de 23% dos votos, atrás de Sergio Moro (que liderava com cerca de 50%) e de Sandro Alex. O grupo requiãista, que já governou o Paraná por três mandatos, termina a eleição sem cadeira majoritária e sem a vaga no Congresso.
O que vem agora
A dupla derrota — a do ex-governador na disputa pela Câmara e a do filho na corrida ao governo — abre uma interrogação sobre o futuro de um dos grupos políticos mais longevos do Paraná. A reportagem atualizará este texto com as manifestações de Roberto Requião e de aliados sobre os próximos passos.
Como apuramos esta reportagem
Os dados de candidatura são do registro no TSE; a votação, da apuração oficial. Reportagem atualizada conforme a totalização.