Empresário de 33 anos, de Curitiba, Paulo Melo (PL) foi o deputado estadual mais votado do Paraná em 2026, com 192.409 votos — a maior votação individual para a Assembleia Legislativa.
Quatro anos antes, em 2022, ele havia disputado a mesma vaga por um partido nanico, o PMB, e não se elegeu. A troca de legenda e o salto nas urnas fazem dele um dos nomes a entender na nova Alep.
Os números são do registro de candidatura e da apuração oficial do TSE, com 100% das urnas totalizadas. Paulo Henrique Rivera de Melo nasceu em Curitiba em julho de 1992 e se declara empresário; aparece no cadastro da Receita como sócio-administrador de empresas de consultoria (o Instituto Luzeiro) e do ramo fitness, como um estúdio de pilates e um comércio de suplementos. Declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 699,6 mil.
Da derrota por um partido nanico ao topo da votação
Em 2022, Paulo Melo concorreu a deputado estadual pelo PMB (Partido da Mulher Brasileira) e ficou de fora. Em 2026, já no PL (número 22922), fez a maior votação da Assembleia. Cerca de um terço dos seus votos — 63,3 mil — veio de Curitiba, sua base; o restante, espalhado pelo estado. Pelas regras da proporcional, ele foi eleito pelo quociente partidário, como um dos grandes puxadores de voto do PL, a maior bancada da Casa.
Uma campanha barata para tanto voto
Chama a atenção a desproporção entre o volume de votos e o tamanho da campanha. Paulo Melo declarou ter arrecadado R$ 318 mil e gasto R$ 112 mil — um valor baixo para quem terminou como o mais votado do estado. As doações de pessoas físicas identificadas somam cerca de R$ 52 mil, puxadas por aportes de R$ 10 mil e R$ 6 mil. O dado não explica, por si só, como a votação foi construída — se por redes sociais, base territorial ou estrutura partidária —, e esse é um ponto que a reportagem buscará detalhar.