A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Curitiba decidiu, por unanimidade, arquivar o projeto de lei que obrigaria todos os guardas municipais da cidade a usar câmeras corporais e a registrar suas ações durante o turno de trabalho.
Há pelo menos três anos a Câmara vem se negando a aprovar uma proposta desse tipo, ainda que números de outras regiões do país mostrem que existe uma queda brusca nos casos de abuso de força e poder quando as câmeras são acionadas. Desta vez, o projeto arquivado é de autoria de Angelo Vanhoni (PT) e Dalton Borba (Podemos).
O relatório que levou ao arquivamento do projeto foi assinado por Tiago Zeglin (MDB). No texto, o vereador afirma que já existe uma legislação sobre o tema. E alegou que há vícios legislativos na proposta. Com isso, sugeriu que o projeto nem seja levado a plenário para votação. Os demais integrantes da CCJ concordaram com a decisão.
Nos últimos anos, vem crescendo a quantidade de vezes em que a Guarda Municipal de Curitiba, que hoje tem poder de polícia, causou a morte de pessoas ou ferimentos graves, muitas vezes sem que isso fosse necessário. A Guarda hoje tem