A operação deflagrada contra o presidente da Câmara de Curitiba, vereador Tico Kuzma (PSD), é resultado de um ano de investigação, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR). A apuração demonstra que o parlamentar cobrava cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas para cargos na prefeitura de Curitiba e, depois disso, o nomeado precisava dar parte do salário ao vereador, a prática conhecida como rachadinha.
Quem confirmou as informações foi a promotora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Nicole Gonçalves. De acordo com ela, foram apreendidos R$ 37 mil em dinheiro em endereços ligados a servidores e assessores ligados ao presidente da Câmara de Curitiba. Os mandados foram cumpridos nesta quinta-feira (29).

Não houve nenhuma prisão, e a expectativa é que mais informações sejam reveladas após a perícia que será feita em equipamentos eletrônicos apreendidos.
Tico Kuzma integra a base e o partido do prefeito Eduardo Pimentel (PSD), porém, conforme o MPPR, não há investigação contra o Poder Executivo no momento.
Legislativo
Depois da operação, Kuzma seguiu a rotina e presidiu sessão da Câmara. Durante os trabalhos, ele enfatizou que estava “à disposição para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários”.
