Na manhã desta terça-feira (30) a Polícia Federal (PF), junto com outras forças de segurança, iniciou cumprimento de mandado de reintegração de posse em um imóvel da União, situado na rua Dr. Faivre, em Curitiba. O prédio está ocupado por famílias do Movimento de Luta nos Bairros (MLB) e ao menos 50 famílias vivem no local.
A ocupação foi feita em 28 de janeiro deste ano e batizada de “Francisco Bernardo”. O prédio estava cedido para a prefeitura de Curitiba, mas pertence ao Governo Federal. Ao Plural, a Superintendência do Patrimônio da União no Paraná (SPU-PR), informou que existe um laudo de “demolição controlada do bem”, e por essa razão o prédio não estava sendo usado e as pessoas precisam sair. Uma tentativa de reintegração foi feita em fevereiro, mas suspensa pela Justiça.

Em nova tentativa de reintegração nesta manhã, não foi apresentado um novo local para onde as pessoas que vivem na ocupação possam ir. Para Tayná Miessa, membro do Unidade Popular (UP), e apoiadora do MLB, a não houve cumprimento do que foi acordado entre o Governo Federal, a prefeitura de Curitiba e o movimento.
“Não tem nem caminhão adequado para as pessoas tirarem as coisas. Todas essas famílias não têm aonde ir. A gente fez um acordo que não foi cumprida pela prefeitura de Curitiba para realocar as pessoas, por isso está acontecendo hoje esse despejo ilegal. O plano deles é tirar as pessoas do prédio e deixar as crianças na rua”, criticou.

Perto das 7h30 várias famílias já haviam deixado o local, já que a ação começou pouco depois das 6h em pleno inverno, com temperatura de 15° graus.
A Fundação de Ação Social (FAS) da prefeitura de Curitiba informou que faz o atendimento das pessoas no local do despejo. A FAS também mandou uma nota, leia a íntegra:
"O imóvel pertence à União e a desocupação decorre de determinação da Justiça Federal, que também determinou a atuação da Fundação de Ação Social (FAS) no atendimento às famílias.
Em cumprimento à decisão judicial, equipes da Prefeitura de Curitiba estão no local. Servidores da FAS realizam o Cadastro Único das famílias e oferecem os serviços da assistência social, incluindo acolhimento para as pessoas que necessitarem."
