O governador eleito do Paraná, Sérgio Moro (PL), anunciou a primeira secretária de sua gestão e, como promessa de campanha, deve cortar algumas pastas. Nos bastidores se fala na junção da secretaria de Cultura com a de Turismo, o que causa preocupação com o setor cultural do Estado.
Para o deputado estadual eleito, Angelo Vanhoni (PT), que é atua na área cultural, embora haja preocupação, trata-se apenas de uma hipótese. “Ainda não sabemos direito, o que nós entendemos e sabemos é que historicamente a extrema-direita, isto é, as posições políticas que restringem a liberdade humana e governam de forma tirana com um pensamento único têm na arte e nos artistas o principal e primeiro ataque a ser produzido na sociedade e assim foi no governo do Bolsonaro e no período da Ditadura Militar”, criticou Vanhoni, que atualmente é vereador em Curitiba.

Atualmente o Estado tem 24 pastas, o que, para o ex-juiz, é desnecessário. Ele ainda não anunciou quais secretarias serão extintas e tampouco se haverá redução efetiva de custos para o Paraná. Caberá à oposição na Assembleia Legislativa os questionamentos ao governo de Moro, que terá maioria da Casa.
Alep
Segundo Vanhoni a oposição na Alep – que terá os petistas Angelo Vanhoni, Beto Vizzotto, Dr. Antenor, Mario Verri, Miss Preta, Professor Lemos, Thiago Foltran e Yasmin Hachem, além do pedetista Goura, fará a defesa dos direitos sociais.
“Certamente a relação com Moro será de oposição. Vamos defender os direitos sociais do povo no Estado do Paraná, as garantias individuais e a liberdade coletiva das entidades que representam os setores, o valor dos sindicatos, o valor da luta dos nossos trabalhadores e trabalhadoras e vamos defender os Direitos Humanos e contamos com a força do Governo Federal porque temos certeza que no dia 25 o presidente Lula será reeleito”, declarou.
