O vereador Pier Petruzziello (PP), acusado de receber propina para fechamento de contratos entre a empresa Hygea e prefeituras, se defendeu das acusações usando a tribuna da Câmara Municipal nesta segunda-feira (09) e negou estar envolvido no esquema.
“Não há uma prova contra mim”, justificou o parlamentar. Ele também lamentou ter que se pronunciar e afirmou estar preocupado com a própria honra. A exemplo da nota enviada à imprensa após veiculação da reportagem da RPC-TV, cujo conteúdo atualmente está indisponível, Pier falou que não responde a nenhum processo e respeita o Ministério Público.

Em seu depoimento à Divisão de Combate à Corrupção da Polícia do Paraná, o delator contou que o parlamentar recebeu pagamentos para facilitar a contratação da empresa pelas prefeituras. O montante seria R$ 384 mil, desviados de contratos vinculados ao fundo municipal de saúde dos municípios de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais e Araucária, entre 2013 e 2020 (entenda aqui).
Na Câmara de Curitiba, a vereadora Professora Ângela (PSOL), fez um pedido para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar, entre outras, a tramitação em regime de urgência e improbidade administrativa por parte do colega, que chegou a ser líder governo do ex-prefeito Rafael Greca (PSD).