O vereador Pier Petruzziello (PP) é acusado de ter recebido propina para facilitar contratos da empresa Hygea com prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais e Araucária. A apuração foi feita pela RPC-TV e a reportagem veiculada nesta terça-feira (03).
Um réu que aderiu à delação premiada contou em delação à Divisão de Combate à Corrupção da Polícia do Paraná, que Petruzziello recebeu pagamentos para facilitar a contratação da empresa pelas prefeituras.
O delator mencionou que Petruzziello teria recebido um montante total de R$ 384,7, desviados de contratos vinculados ao fundo municipal de saúde dos municípios, entre 2013 e 2020.
Faltou
Nesta quarta-feira (04), o vereador não compareceu à sessão. Procurado pelo Plural por telefone, enviou uma nota por meio da assessoria, na qual nega as acusações.
“Estou indignado e revoltado com o vazamento de uma delação mentirosa e requentada, apresentada por um criminoso confesso há quase 5 anos, com o objetivo de destruir minha reputação. A delação não foi aceita pelo Ministério Público, que disse não existir provas”, diz o texto.

A nota, em primeira pessoa, prossegue afirmando que a delação é inverídica. “Nunca respondi a nenhum processo em minha vida. Jamais aceitaria qualquer tipo de propina. Tenho a consciência absolutamente tranquila e sigo trabalhando firme e forte pelo povo curitibano”.
O vereador também lamentou a exibição da reportagem, disse que os advogados mostraram documentos e que o delator estaria operando uma “manobra jurídica.”
CPI
Durante a sessão desta quarta-feira (04), a vereadora Professora Ângela (PSOL) protocolou pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O documento, indica que é necessária apuração de “possíveis atos de improbidade administrativa, corrupção, tráfico de influência e outros ilícitos relacionados a denúncias de recebimento de vantagens indevidas pelo vereador Pier Petruzziello, envolvendo contratos com municípios da Região Metropolitana de Curitiba”, conforme a ementa.
A comissão seria formada por 9 vereadores e duraria 90 dias. “Eu não estou acusando ninguém, mas dizendo que temos o dever de fiscalizar”, destacou Professora Ângela.
Segundo o requerimento de criação da CPI, os objetivos da Comissão seriam, entre outros: verificar as alegações de propina; de intermediação de contratos; analisar contratos; rastrear o destino dos valores apontados na delação; verificar a participação de outros agentes públicos.