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Moro e Sandro Alex ignoram debate em Maringá; "Medo ou vazio?", questiona Requião Filho

Candidato do PDT criticou ausências e falou sobre educação, pedágio e cadga tributária

Moro e Sandro Alex ignoram debate em Maringá; "Medo ou vazio?", questiona Requião Filho
Mais uma vez, debate virou sabatina com Requião Filho (Reprodução)

Os candidatos ao governo do Paraná Sandro Alex (PSD) e Sergio Moro (PL) não participaram do debate promovido pela Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), na manhã desta quarta-feira (23), em Maringá. Com as ausências, foi realizada sabatina com o candidato do PDT, Requião Filho – como aconteceu no debate na TMC/Universidade Positivo, no dia 26 de agosto.

Segundo os organizadores do debate, as assessorias de Moro e Sandro Alex informaram que os candidatos não participariam. Mais uma vez, Requião Filho criticou os adversários por não aparecerem. "Fica muito claro que os meus dois adversários têm fugido de todos os debates. Eu fico me perguntando se é medo de enfrentamento das propostas ou um vazio de ideias mesmo, porque eles não conseguem estar presentes para defender os seus programas".

Sergio Moro não participou de nenhum debate nesta campanha. Além do debate da TMC/Universidade Positivo, ele também faltou ao programa da Band Paraná, no dia 9 de agosto, e da OAB-PR/Folha de Londrina/Rádio Paiquerê, no dia deste mês.

Na sabatina, Requião Filho disse que o modelo do pedágio no Paraná está "30 atrasado" e disse que as prioridades serão estabelecer ligações municipais com rodovias mais capazes de receber carga e investir no modal ferroviário, com a retomada da Ferroeste e construção da Ferronorte. "Vamos pedir para o governo federal abrir mão da privatização da sua malha ferroviária e entregue para a administração do estado. Com investimentos pesados, vamos ajudar o nosso agro e a nossa indústria a chegar aos nossos portos".

O candidato criticou a "plataformização" da educação promovida pelo governo de Ratinho Jr., que classificou como um retrocesso, e a propaganda sobre os índices do Ideb no estado – segundo ele, números "maquiados" e com notas alteradas.

"Os índices do Ideb no Paraná e no Brasil são maquiados. É um sistema de avaliação que tende à fraude. Ele avalia de acordo com presença e aprovação em algumas matérias. No Enem, quando é o aluno sozinho, ele e a prova, o Paraná despenca. Porque o Ideb não condiz com a realidade", disse. "Temos hoje uma plataformização da educação, o professor não pode mais dar a sua aula de acordo com a necessidade da turma. A inclusão vai para o ralo".

Requião Filho prometeu reduzir impostos para pequenos produtores. "O custo Paraná hoje é o segundo mais caro do Brasil só atrás do Distrito Federal. O Paraná hoje é um estado caro, o imposto está caro, a energia está cara e a água está cara. Três opções do governador, que ainda aumentou o frete pedindo o pedágio no Paraná" disse. "Pena que o Sergio Moro não está aqui para explicar o que pensa sobre tributos e fomento às empresas. Pena que o Sandro Alex não está aqui para explicar porque em oito anos eles judiaram tanto de quem gera emprego".

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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