O Ministério Público do Paraná (MPPR) extinguiu a 6ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, que investigava possíveis irregularidades em órgãos como a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a Câmara Municipal de Curitiba, a Secretaria de Estado das Cidades e a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná). A Promotoria também analisava a aplicação dos recursos obtidos pelo governo do Paraná com a venda das ações da Copel.
Segundo matéria da RPC TV veiculada nesta quarta-feira (8 de julho), os casos analisados pela 6ª Promotoria foram distribuídos para outros promotores, mas existiria a preocupação com a sobrecarga de trabalho, o que poderia atrasar as investigações. O Plural entrou em contato com a assessoria do MPPR na manhã desta quinta-feira (9), mas não houve retorno em relação ao assunto.
Em nota, a seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) informou que acompanha as mudanças na estrutura do MPPR e reiterou sua preocupação com a manutenção de estrutura. Segue a nota da OAB-PR:
A OAB Paraná acompanha com atenção as mudanças na estrutura do Ministério Público e reitera sua preocupação permanente com a manutenção de estrutura institucional suficiente para atender todas as demandas que envolvem a proteção do erário público.
Em relação à extinção da 6ª Promotoria de Patrimônio Público de Curitiba, a OAB Paraná tomou conhecimento de que os trabalhos desenvolvidos pela unidade não serão descontinuados, sendo redistribuídos entre outros promotores. A seccional seguirá acompanhando o tema para assegurar que essa transição não implique qualquer enfraquecimento na fiscalização do uso dos recursos públicos.