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Justiça suspende sessão que poderia cassar vereadora do PSOL

Juíza afirmou que relator do caso, que chamou PSOL de partido de traficantes, tinha de se dar por suspeito no processo

Justiça suspende sessão que poderia cassar vereadora do PSOL
Professora Angela. Foto: Tami Taketani/Plural
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Uma liminar concedida pela juíza da 5ˆaˆ Vara da Fazenda Pública de Curitiba suspendeu a sessão da Câmara de Curitiba que votaria a possível cassação do mandato da vereadora Professora Angela (PSOL). A juíza Dyele Denardin Zydek deu razão aos argumentos da defesa de Angela, que entre outros problemas apontou a suspeição do relator do processo, Olímpio Araújo Filho (PL), e sessões da comissão processante realizadas sem que a defesa fosse intimada.

Única parlamentar eleita pelo PSOL até hoje em Curitiba, Angela é acusada de fazer apologia às drogas com uma cartilha distribuída durante uma audiência pública da Câmara. Voltada para a redução de danos que as drogas podem causar aos usuários, a cartilha pretendia ensinar como evitar problemas graves à saúde que podem ser causados por drogas como o crack, a cocaína, a maconha, LSD e os cogumelos alucinógenos.

Dois vereadores da extrema-direita, Da Costa (União) e Bruno Secco (PMB), levaram o caso à Corregedoria, alegando quebra de decoro parlamentar. O corregedor Sidnei Toaldo (PRD) decidiu pela abertura de uma comissão processante para avaliar as denúncias. O relator, escolhido entre os três vereadores sorteados para compor a comissão, foi Olímpio, conhecido por seu canal "Mundo Polarizado".

A defesa de Angela usou como um de seus argumentos o fato de que Olímpio, um radical bolsonarista, havia pouco tempo antes do início dos trabalhos afirmado que a organização feminista de que Angela participa é "terrorista", e também chamou seu partido, o PSOL, de "partido de traficantes". Apesar disso, o vereador se negou a se declarar suspeito para a função.

A Câmara de Curitiba pode agora recorrer da decisão judicial para marcar uma nova data para a sessão de julgamento. A análise, nesse caso, seria feita pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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