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Igreja pede para que polícia suspenda investigação sobre manifestação na Igreja do Rosário

Antes disso, Igreja emitiu uma nota chamando os atos de “invasivos, desrespeitosos e grotescos”

Igreja pede para que polícia suspenda investigação sobre manifestação na Igreja do Rosário
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A Arquidiocese de Curitiba não tem mais interesse de que a Polícia Civil (PC) siga investigando o caso da entrada de manifestantes na Igreja do Rosário, ocorrida em fevereiro durante um ato antirracista. O caso envolve o vereador Renato Freitas (PT), que enfrenta pedidos de cassação do mandato por conta do episódio.

No entanto, a PC informou ao Plural que trata-se de uma ação penal pública incondicionada, o que na prática impede que os policiais deixem de investigar o caso. A reportagem não conseguiu falar com ninguém do departamento jurídico da Arquidiocese para entender o porquê do recuo. O texto será atualizado assim que houver retorno dos contatos.

Relembre

Renato Freitas e manifestantes participavam de um ato em memória do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, assassinado no Rio de Janeiro, espancado até a morte aos 24 anos, por ter cobrado salário atraso, bem como Durval Teófilo Filho, de 38 anos, morto pelo vizinho, um sargento da Marinha, enquanto chegava do trabalho, também no Rio de Janeiro.

O local foi escolhido porque o templo foi construído por pessoas escravizadas e tem valor simbólico para o movimento negro. Depois das falas dos manifestantes, um grupo entrou na Igreja – que estava com a porta lateral aberta. Apesar disso, o caso repercutiu como sendo uma invasão porque, segundo a Igreja, o grupo atrapalhou a celebração da missa.

Isso motivou pedidos de cassação de Freitas por quebra de decoro parlamentar. À época a Arquidiocese classificou os atos como “invasivos, desrespeitosos e grotescos”.  Só que depois a Igreja recuou, fez uma carta admitindo que não havia missa e afirmou que cassar o mandato seria um exagero.

Apoio

Nesta segunda-feira (9), o mandato do vereador e um grupo de apoiadores realizaram manifestações em defesa do petista por meio das redes sociais. Para terça-feira (10), está previsto um ato presencial em frente à Câmara Municipal, quando a Comissão de Ética deve decidir se dá seguimento ao processo de cassação ou se arquiva o caso.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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