O líder da base de apoio ao governador Ratinho Jr (PSD) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Hussein Bakri (PSD), disse nesta segunda-feira que o governo começará nesta terça-feira (31 de março) a enviar projetos de reposição salarial e progressão de carreiras de professoras e professores da rede estadual de ensino. Pelo calendário eleitoral, reajustes de servidores só podem ser concedidos até o fia 7 de abril, 180 dias antes do primeiro turno das eleições.
“O governo tem uma série de projetos para chegarem aqui, para serem votados no tempo hábil, o projeto que prevê a data-base, no limite do que o governo pode, que prevê discussões sobre promoção e progressão de todas as carreiras e mais algumas coisas importantes”, disse Bakri.
Segundo ele, há o compromisso da Mesa Executiva de realizar reuniões de comissões temáticas e sessões plenárias extraordinárias até segunda-feira (6 de abril) para concluir as votações”. “O presidente da Casa (Alexandre Curi) e a vice (Flávia Francischini) já disseram que, se for preciso, vão fazer duas, três ou quatro sessões extraordinárias nessa semana. Vamos fazer de tudo para que possamos votar nas comissões e amanhã (terça) iniciaremos a votação de projetos. Estamos lutando para tentar melhorar e vamos fazer isso até o fim da tarde de hoje. Talvez, com boa vontade, votar amanhã”.
“Vindo o projeto da data-base amanhã, nós não vamos pedir vista, não vamos atrasar o projeto", disse Arilson Chiorato (PT), líder da oposição. Para além da data-base, tem outras reivindicações. Tem progressões, tem promoções, tem que destravar o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional), que é uma pauta antiga, tem reestruturação da carreira. Tem recomposições que chegam a 42%.”
De acordo com a APP-Sindicato, as perdas salariais da categoria somam 47% desde 2016, pois o governo não vem concedendo a reposição integral da inflação. No ano passado, o governo de Ratinho Jr concedeu um reajuste fixo, de R$ 250 para jornada de trabalho de 20 horas semanais e de R$ 500 para jornada de 40 horas. A categoria aprovou um indicativo de greve no dia 14. A paralisação teria início no dia 23 de março, mas foi adiada em função do avanço nas negociações.