No início da semana uma audiência pública, realizada no Instituto de Engenharia Paranaense (IEP), em Curitiba, discutiu a concessão ferroviária da malha sul, firmada em 1997, que terminará em 2027. O evento, organizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reuniu especialistas e lideranças do Estado para encaminhar as propostas do novo modelo, entre eles o deputado estadual Goura (PDT).
A nova concessão, conforme plano do Governo Federal, prevê um fatiamento dos corredores logísticos com leilões para o fim deste ano, mas a proposta enfrenta resistência do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). A insatisfação resultou na criação de uma subcomissão dentro da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
A malha sul tem mais de 7 mil quilômetros e atravessa Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo e durante a discussão, Goura chamou a atenção para questões que não estão no centro das discussões econômicas, logísticas e de mobilidade, mas que são de extrema importância quando se discute o sistema ferroviário.
Entre os pontos destacados pelo parlamentar estavam: patrimônio ferroviário, incentivo ao transporte de passageiros e destinação da malha ferroviária ociosa e desativada aos municípios, via patrimônio da União, para fins turísticos.

Segundo o parlamentar, o mandato desenvolveu um estudo que indica que 500 quilômetros da malha ferroviária estão desativados. Para ele, é possível utilizá-las para turismo. “São mais de 500 quilômetros que podem ser utilizados para fins turísticos, para fins de possibilidade de corredores ecológicos, mas também para fins do turismo de bicicleta, com turismo de trilhas de longo curso, que já é, inclusive, uma política pública do Governo Federal”, disse.
Outra sugestão do deputado Goura diz respeito a utilização da malha ferroviária para transporte coletivo de passageiros. “Sei que o foco prioritário é o transporte de cargas, mas a gente não pode deixar passar a oportunidade de discutirmos o transporte de passageiros. E, no caso do Paraná, o transporte de passageiros como mobilidade, mas também o transporte turístico da Serra do Mar”, apontou Goura.
