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Corregedor abre sindicância contra única vereadora do PSOL de Curitiba

Vereadora, que realizou audiência pública sobre redução de danos, é acusada pela direita de "apologia às drogas"

Corregedor abre sindicância contra única vereadora do PSOL de Curitiba
Professora Angela, do PSOL. Foto: Tami Taketani/Plural
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Primeira vereadora eleita pelo PSOL em Curitiba, Professora Angela responderá a uma sindicância que, em tese, pode levar à cassação de seu mandato. O Diário Oficial do Município desta segunda-feira (18) confirma que o Corregedor da Câmara, vereador Sidnei Toaldo (PRD), achou motivos para que uma denúncia contra Angela seja investigada. O próximo passo pode ser o envio do processo ao Conselho de Ética.

Professora Angela é alvo de uma denúncia por ter realizado na Câmara uma audiência pública sobre redução de danos para usuários de drogas. Vereadores da direita, porém, ficaram chocados com o conteúdo da discussão e, principalmente, de um panfleto com dicas de como minimizar os riscos para a saúde de usuários de drogas.

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Dois vereadores, Da Costa do Perdeu Piá (União) e Bruno Secco (PMB), entraram com representações contra a vereadora, alegando que ela teria quebrado o decoro parlamentar ao fazer "apologia às drogas". Vários outros vereadores de perfil conservador criticaram a vereadora em plenário e em suas redes sociais, e parece haver clima para que ela seja punida pelo Conselho de Ética.

A bancada de oposição questiona, nos bastidores, o fato de Sidnei Toaldo ter aceitado analisar o caso mesmo depois de ter criticado a vereadora publicamente em plenário. No entendimento dos aliados de Professora Angela, o Corregedor deveria ter se dado por impedido - e o desrespeito a esse princípio poderia levar à anulação do processo contra Professora Angela.

Denúncias em série

A atual legislatura da Câmara tem sido marcada por denúncias em série contra vereadores. Com um plenário bastante polarizado entre políticos de esquerda e direita, houve quase vinte denúncias de parte a parte.

Alguns casos que pareciam bem mais graves, porém, terminaram sem punição aos envolvidos. O exemplo mais gritante foi o do vereador Eder Borges (PL), acusado de contratar a própria enteada para o cargo de chefe de Gabinete. Apesar de inúmeros indícios de ilegalidade, co Conselho de Ética, composto majoritariamente por aliados de Eder e do prefeito Eduardo Pimentel (PSD), se recusou a abrir processo contra o vereador.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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