Nesta sexta-feira (22) apoiadores da professora Angela (PSOL), que corre risco de cassação na Câmara de Curitiba, realizam ato em solidariedade do mandato. O evento começa às 18h30, na rua Piquiri, 380, Rebouças.
O ato em defesa do mandato integra uma série de mobilizações dos apoiadores, que leem a situação como perseguição da extrema-direita. Professora Angela foi alvo de duas representações na Câmara, depois de ser acusada de quebra de decoro parlamentar.
Isso acontece porque durante audiência pública “Segurança, Saúde e Política de Drogas” foi distribuído um panfleto que ensinava práticas para que dependentes químicos diminuíssem os riscos à saúde durante o consumo de substâncias entorpecentes. A audiência foi realizada no dia 5 de agosto.
Além do ato público, apoiadores também coletam assinaturas para dar mais robustez à manutenção do mandato.
Câmara
As representações foram apresentadas pelos vereadores Da Costa (União) e Bruno Secco (PMB). A Mesa Diretora entendeu estarem presentes os requisitos mínimos de admissibilidade, e a apuração é feita pela Corregedoria, por meio de sindicância.

Em maio deste ano, Bruno Secco já havia representado contra a vereadora do PSOL. Nesta ocasião, ele foi acusado de transfobia contra a deputada federal Érika Hilton (PSOL) porque propôs uma moção que criticava a parlamentar após um atrito com o deputado Nikolas Ferreira (PL).
À época, professora Angela defendeu a colega de partido alegando que havia transfobia por parte de Secco, que abriu a representação por suposta quebra de decoro parlamentar. O corregedor Sidnei Toaldo (PRD) concluiu que a manifestação da vereadora ocorreu no exercício da atividade legislativa e estava protegida pela imunidade parlamentar.