O músico Luis Fernando Diogo ficou surpreso ao conferir a atividade escolar da filha de sete anos, estudante da escola Little Kids Bilíngue, em Curitiba. A tarefa previa que os alunos e alunas respondessem pontos bons e pontos ruins de pertencerem a um grupo social.
A criança respondeu que um ponto bom era fazer amigos e que um ponto ruim era quando uma colega dizia que o cabelo dela era feio e bagunçado. A aluna é negra e tem cabelo crespo. O pai dela entendeu como um caso de racismo.
A professora responsável pela atividade disse às crianças que poderiam ser sinceras nas respostas e que ninguém, além dela, iria ler. No entanto, ao verificar o conteúdo, o músico entendeu que a questão deveria ter sido discutida.
“E daí eu falei que não. Esse tipo de coisa, quando é falado, quando é citado é o tipo de coisa que a gente expõe, não que a gente esconde. É errado esconder esse tipo de coisa”, criticou.
De acordo com ele, a escola disse que conversou com a criança que teve comportamento racista. “Eu não acreditei. Acho que vocês entendem porque não acreditei (que tinham conversado com a outra aluna)”, publicou o pai, nas redes sociais.
Depois da publicação na internet, os responsáveis pela escola telefonaram para Luis Fernando para e agendaram uma reunião para esta sexta-feira (27) para discutir a questão.
O caso aconteceu em março e, de acordo com a escola, a atividade era de competência emocional e tinha justamente intenção de deixar os alunos confortáveis para escreverem sobre quaisquer assuntos. Ao Plural a Little Kids Bilíngue confirmou que a direção pedagógica já conversou com a criança e os responsáveis sobre o comentário e destacou que vai alinhar todas as questões com o Luis Fernando durante a reunião.