Por meio das redes sociais o padre Luiz Alberto Kleina anunciou que está deixando a paróquia Imaculada Conceição, no Guabirotuba, em Curitiba, para assumir como pároco a paróquia São Francisco, no Xaxim.
“Pois bem, chegou a hora. Eu serei transferido desta comunidade depois de quase nove anos atuando como pastor deste rebanho (...). Mais uma vez peço as orações. Vamos em frente, paz e bem. Força!”, disse o religioso.
Por meio da assessoria de imprensa a Arquidiocese de Curitiba informou que o cânon 1748 do Direito Canônico da Igreja Católica diz que: "Se o bem das almas ou a necessidade ou utilidade da Igreja já exigirem que o pároco seja transferido de sua paróquia, que dirige com eficiência, para outra paróquia ou outro ofício, o bispo proponha-lhe a transferência por escrito e o aconselhe a consentir, por amor a Deus e das almas.”
Além de Kleina, outros padres foram transferidos e todos devem ser empossados como párocos em fevereiro de 2025. O padre Marcos Huck, que estava na PUC, assume a Imaculada Conceição.
Assédio na paróquia
Embora Kleina nada tenha a ver com as acusações, a transferência vem depois de crianças afirmarem terem sido vítimas de assédio dentro da paróquia.
Em novembro deste ano o Plural revelou o caso do adolescente João da Silva (nome fictício), que frequentava a paróquia Imaculada Conceição com a família e era membro de um grupo de coroinhas. Um dos líderes deste grupo, Wily Rocha (nome fictício), foi acusado de estupro de vulnerável contra o menino que hoje tem 14 anos.
Conforme o processo de investigação, a João afirmou que Wily praticou sexo oral nele dentro do banheiro da Igreja. O caso tramita em segredo de Justiça.
Nesta semana o Plural publicou outra reportagem sobre o caso de Mariana Alves (nome fictício), de sete anos, que é parente de Wily Rocha e também afirma ter sido molestada por ele no banheiro da Igreja, entre outros lugares.
No inquérito referente ao caso de João da Silva, a Arquidiocese de Curitiba está como uma das partes e o pároco, que foi comunicado da situação pelos pais da vítima, chegou a prestar depoimento.
A família de João da Silva deixou de frequentar a paróquia e a de Mariana Alves, por enquanto, conseguiu evitar que a criança tenha contato com ele devido a uma restrição judicial.
Em ambos os casos a defesa do acusado não quis falar com a reportagem.