A nova versão do projeto para o novo Inter 2, anunciada pela Prefeitura de Curitiba, diminui o número de árvores que serão cortadas na Avenida Arthur Bernardes em dois terços, mas ainda exige que 103 árvores sejam derrubadas – antes, a estimativa era de corte de 331 árvores. Os números são do Ippuc e mostram que uma a cada 15 árvores do parque linear será eliminada para a criação do novo miniterminal de ônibus.
A obra do Inter 2 causou uma forte reação dos moradores dos bairros afetados, principalmente em função do corte de árvores no canteiro central da Avenida Arthur Bernardes, uma das mais arborizadas da cidade. Além disso, a maior impermeabilização do terreno, que pode facilitar a ocorrência de enchentes, também é criticada pelo movimento SOS Arthur Bernardes.
A Prefeitura desde o princípio da polêmica, ainda na gestão Rafael Greca (PSD), diz que o corte de árvores é necessário para que se construa o pequeno terminal que, segundo cálculos oficiais, irá reduzir o tempo de trajeto do Inter 2, uma das linhas de ônibus mais movimentadas da capital.
Pressionado pelos manifestantes, ainda na eleição o atual prefeito, Eduardo Pimentel (PSD), acenou com mudanças no projeto. Na sexta-feira (7), a Prefeitura anunciou as medidas de reformulação, que incluem jardins de chuva, para aumentar a permeabilidade. Isso, por outro lado, tomará o lugar de novos equipamentos de esporte e lazer previstos no projeto original e que deixam de existir.
A Prefeitura anunciou que vai jogar as pistas de carros mais para a direita, o que inclusive levará à necessidade de desapropriação de imóveis, para preservar a largura do canteiro em certos trechos. Mesmo assim, o corte de 103 árvores e o transplante de outras 56 segue sendo considerado necessário pela Prefeitura.
As medidas foram consideradas insuficientes pelos moradores. O movimento SOS Arthur Bernardes promete uma carta com críticas às mudanças anunciadas pela Prefeitura.
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