Pular para o conteúdo

Professores rejeitam terceira proposta salarial e elevam pressão sobre gestão Silva e Luna

Categoria recusou reajuste parcelado de 4,11%, mantém reivindicação de 5,4% para o magistério e aprovou indicativo de greve na rede municipal

Professores rejeitam terceira proposta salarial e elevam pressão sobre gestão Silva e Luna
Profissionais da educação lotaram o plenário da Câmara Municipal e rejeitaram pela terceira vez a proposta salarial apresentada pela Prefeitura de Foz do Iguaçu. Foto: Hemily Nascimento

Os profissionais da educação da rede municipal de Foz do Iguaçu rejeitaram a terceira proposta salarial apresentada pela Prefeitura e aprovaram um indicativo de greve durante assembleia realizada na noite de terça-feira (9), na Câmara Municipal. A decisão mantém o impasse nas negociações da data-base e amplia a pressão sobre a gestão do prefeito General Silva e Luna (PL).

A proposta do Executivo previa reajuste de 4,11%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses, com pagamento dividido em quatro parcelas. Os servidores, porém, mantiveram a reivindicação de aplicação do reajuste de 5,4% do Piso Nacional do Magistério e defendem que o percentual seja incorporado à estrutura remuneratória da carreira.

Foi a terceira proposta apresentada pela administração municipal desde o início das negociações da data-base a ser rejeitada pela categoria.

Segundo o Sindicato dos Professores e Profissionais da Rede Pública Municipal de Educação de Foz do Iguaçu (Sinprefi), o principal impasse está na forma como o município aplica o piso nacional do magistério. A entidade sustenta que o reajuste não vem sendo incorporado à carreira e é pago por meio de complementação salarial.

“A nossa briga é pelo Piso Nacional do Magistério. Conforme a gente já vem falando, ele está sendo pago de forma errada no município, em forma de completivo, e a gente luta para ser um reajuste para todos”, afirmou a presidente do sindicato, Viviane Dotto.

Para os profissionais da educação, o parcelamento da reposição salarial posterga a recomposição das perdas inflacionárias e prolonga a defasagem remuneratória ao longo do ano. A categoria defende que a correção seja concedida de forma integral, sem parcelamento.

Apesar da rejeição à proposta da data-base, os servidores aprovaram o reajuste de 10% no auxílio-alimentação oferecido pela administração municipal. Com a correção, o benefício foi fixado em R$ 605.

A assembleia também reforçou outras reivindicações da categoria. Entre elas estão a reformulação do plano de carreira dos profissionais da educação e a revisão da política de remuneração do magistério. Segundo o sindicato, a proposta de atualização do plano já foi protocolada junto ao município, mas permanece sem resposta formal da administração.

Os participantes decidiram manter as manifestações públicas e aprovaram um indicativo de greve, medida que antecede uma eventual convocação para deliberar sobre a paralisação das atividades. Como parte da mobilização, professores e demais profissionais da educação pretendem participar da audiência pública marcada para 17 de junho, às 10h, na Câmara Municipal, quando a Secretaria Municipal da Educação apresentará os resultados do primeiro quadrimestre de 2026.

“O indicativo de greve é um alerta de que a categoria está insatisfeita e de que as reivindicações continuam sem resposta. Vamos manter as manifestações e o diálogo com a comunidade para explicar as pautas da educação”, afirmou Viviane Dotto.

Caso não haja avanço nas negociações, uma nova assembleia poderá ser convocada para deliberar sobre a deflagração de greve dos profissionais da educação.

A reportagem procurou a Prefeitura de Foz do Iguaçu para comentar o resultado da assembleia, as reivindicações apresentadas pela categoria e a aplicação do Piso Nacional do Magistério no município, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.

Mais em Foz do Iguaçu

Ver todos

Mais de Bruno Soares

Ver todos

De nossos parceiros