11 maio 2022 - 13h13

Sindimoc mantém greve de ônibus para quinta, caso empresas não paguem salários atrasados

Urbs diz que aguarda aprovação do projeto enviado à Câmara para suplementação orçamentária

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) decidiu manter a paralisação prevista para esta quinta-feira (12), em Curitiba. A alternativa para brecar o movimento é o pagamento dos salários que estão atrasados.

As empresas Glória e Viação Tamandaré prometeram fazer os pagamentos dos trabalhadores nesta quarta-feira (11). A CCD, por sua vez, ainda não confirmou quando vai regularizar a situação, segundo o sindicato.

A entidade prevê que greve deve ter adesão de boa parte da categoria, mas os sindicalistas garantem que não vai impactar no transporte público na região metropolitana.

A Urbanização de Curitiba (Urbs) aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que visa diminuir o déficit do sistema.

Além disso, a Urbs disse que também espera o repasse do governo do estado para regularizar o atraso nos repasses para as empresas de ônibus, o que deve acontecer até o fim da semana.

Em nota, a Urbs salientou ao Plural que “reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos repasses às empresas por conta do déficit financeiro no sistema. O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica”.

Tramitação

Entre as capitais de estados, Curitiba é a que tem passagem mais cara: R$ 5,50. De acordo com a Urbs esse valor é a chamada “tarifa social”, ou seja, a que é paga pelo usuário. No entanto, a tarifa técnica – cuja diferença é paga com subsídio público – seria R$ 7.

O projeto enviado para a CMC é de autoria do Executivo. Nele, o prefeito Rafael Greca (DEM) detalha que o recurso para cobertura do Crédito Adicional Suplementar é proveniente da anulação total da dotação orçamentária.

Deste montante, R$ 132.478.500 serão destinados para cobrir a diferença entre a tarifa social e técnica. Outros R$ 41.635.000 servirão para atender despesas com material de consumo, serviços de terceiros e de tecnologia da informação e comunicação, para a manutenção do Sistema de Transporte Coletivo.

A proposição chegou à Casa no dia 1 de abril, foi lida no plenário no dia 4 e atualmente está na Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização.

Na manhã desta quarta-feira (11), integrantes da Comissão enviaram um ofício para a prefeitura pedindo mais detalhes sobre a abertura de crédito suplementar e após os esclarecimentos o projeto segue na CMC.

“Como não tramita em regime de urgência, é necessário que passe por todas as etapas. Mas esperamos que até o fim do mês o projeto vá ao plenário para votação”, pontou o presidente da Comissão, vereador Serginho do Posto (União Brasil).

Cidadão

O indicativo de greve aprovado prevê paralisação a partir das 4 horas de quinta-feira. “Por enquanto está mantido, sim. As empresas disseram que vão fazer o pagamento e nós vamos aguardar. Nas assembleias tudo foi aprovado por unanimidade, então só teremos novidades amanhã [quinta] cedo mesmo”, explicou o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira.

Quem depende de transporte público deve se programar. A Urbs promete redistribuir as linhas para diminuir os transtornos na capital. O sindicato ainda não tem detalhes sobre o número de linhas que deixará de funcionar.

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