Vitória feminina: Greca recua e políticas para mulheres não vão para FAS | Plural
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19 jun 2019 - 5h19

Vitória feminina: Greca recua e políticas para mulheres não vão para FAS

Prefeito foi obrigado a desistir de transferência prevista em projeto de lei

A mobilização de um grupo de mulheres de diversos setores da sociedade obrigou o prefeito Rafael Greca (DEM) a recuar e desistir de passar a Coordenadoria da Mulher para a alçada da Fundação de Ação Social (FAS). As ativistas, que ganharam apoio das vereadoras da cidade, diziam que não faz sentido confundir as lutas das mulheres com as necessidades de quem precisa da assistência social.

A mudança da coordenadoria era uma das propostas da reforma administrativa de Greca votada pela Câmara nesta semana. Na segunda-feira, as mulheres, representando desde a OAB até transgêneros, conseguiram interromper a sessão para serem ouvidas pelos vereadores. Isso forçou o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur, a negociar uma emenda.

O vereador Pier Petruziello (PTB), que mediou o encontro, concorda que a Coordenadoria da Mulher deve ficar em uma secretaria que possa tratar o tema com precisão. “Não se tratar apenas de uma política para mulheres, os homens também estavam preocupados”, disse. Segundo Petruziello, “não teve problema nenhum, o secretário entendeu que a coordenadoria poderia continuar na Secretaria de Governo sem problemas”.

Para a vereadora Professora Josete (PT), a reunião foi um pouco tensa, mas teve resultado positivo. “Não conseguimos fazer um detalhamento de quais políticas serão entendidas como de direitos humanos. A gente queria que se pautasse a questão das políticas para mulheres, para a população LGBTI+, para indígenas, imigrantes e também a questão étnico-racial. Pelo menos, se garantiu a pasta de direitos humanos ligada à Secretaria de Governo, que é um espaço mais adequado para que as políticas públicas específicas tenham um acompanhamento direto por parte do executivo.”

Outros aspectos do projeto questionados pela oposição permaneceram como estavam, caso da migração da Secretaria de Trabalho para a FAS. “A gente entendia que uma capital como Curitiba, com um orçamento de R$ 9 bilhões, precisava ter uma secretaria específica do trabalho e emprego. Não tivemos sucesso, mas pautamos o debate”, afirmou Josete.

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