Em véspera de greve, Ratinho segue negando reajuste | Jornal Plural
24 jun 2019 - 0h14

Em véspera de greve, Ratinho segue negando reajuste

Principais sindicatos do funcionalismo iniciam paralisação nesta terça; defasagem é de 17%

Na véspera de uma greve geral dos funcionários públicos paranaenses, o governo de Ratinho Jr. (PSD) não parece pronto a fazer qualquer movimento para evitar a paralisação, que não tem prazo para acabar. O governador, que até então vinha se pronunciando por meias palavras, disse neste fim de semana que não vai dar o reajuste mínimo exigido pelas categorias: os 4,94% que reporiam pelo menos as perdas inflacionárias dos últimos 12 meses.

Com mais de 17% de defasagem salarial acumulados desde a última reposição, em 2016, ainda na gestão de Beto Richa (PSDB), os servidores decidiram pela greve geral depois de quase dois meses de negociações infrutíferas com o governo.

O governo afirma que o reajuste de 4,94% custaria cerca de R$ 1 bilhão ao ano para o governo. “Não existe essa possibilidade”, disse o governador. “Se você me perguntar como político eu gostaria de fazer média com o servidor. Como governador eu tenho que ser responsável, não posso fazer isso. A minha função como governador é ser guardião do orçamento”, disse. Segundo Ratinho, se o estado perder a “saúde financeira”, o Paraná virará “um Rio Grande do Sul”.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Hussein Bakri (PSD), encarregado de organizar as negociações com o funcionalismo, diz que o governo tentará falar com os sindicatos para mostrar que uma greve com apenas cinco meses de governo seria “precoce”. “A greve é o último instrumento que você usa. Não estamos com salários atrasados nem nada. O governo ficou de fazer uma proposta até o fim do mês, e não está em pauta só o reajuste. Agora, se houver greve, zera toda a conversa, claro”, diz ele.

Todos os principais sindicatos do funcionalismo aprovaram greve: educação fundamental e secundária, universidades, agentes penitenciários, abastecimento, saúde, agentes carcerários entre outros. Não há como saber o tamanho da adesão que o movimento terá: é possível que o governo aposte num enfraquecimento da greve e por isso esteja jogando duro neste momento.

 

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