Eduardo Pimentel, de desconhecido a queridinho da eleição | Jornal Plural
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27 fev 2020 - 0h03

Eduardo Pimentel, de desconhecido a queridinho da eleição

O principal papel que o vice pode exercer é tornar a chapa de Greca mais palatável para quem não é exatamente fã do prefeito. Por exemplo? Ratinho Jr

Eduardo Pimentel (PSDB) virou o queridinho da política local. Típico bom moço de família tradicional, incapaz de falar mal de alguém, o vice-prefeito de Curitiba era basicamente um desconhecido da população até as últimas eleições municipais. Entrou na chapa de Rafael Greca (DEM) pelas mãos de Beto Richa (PSDB). Seu padrinho político naufragou, mas ele, pelo contrário, só cresceu: ao fim do mandato, é tido como peça fundamental na definição da eleição.

O principal papel que Pimentel pode exercer é tornar a chapa de Greca mais palatável para quem não é exatamente fã do prefeito. Por exemplo? O governador Ratinho Jr. (PSD), que hoje tem pelo menos três candidatos fortes a prefeito dentro de sua base eleitoral – e que até agora preferiu não tomar o partido de ninguém.

Em entrevista ao Plural, Eduardo diz que está decidido a manter a parceria com Rafael Greca, e diz que o prefeito também está satisfeito com ele. Mas sobre a pergunta de um milhão de dólares, prefere não dar resposta nenhuma: para qual partido ele vai? É dado como certo que no PSDB ele não fica. Quem, afinal, quer ser tucano hoje no Paraná, e conviver com o estigma do governo de Beto Richa?

As apostas hoje são de que o vice vai para o Podemos, de Alvaro Dias, e ele confirma a possibilidade. Mas diz que simplesmente está tudo em aberto. Questionado (de brincadeira) se isso significa que ele poderia ir para o PT ou para o PSol, Pimentel se recusa a falar mal da esquerda. Diz que se dá bem com todos, que tem trânsito etc…

No fundo, sabe-se que Rafael Greca considera hoje Ney Leprevost (PSD) seu principal adversário. E Pimentel é um pouco como Leprevost – um sujeito menos dado a histrionismos do que o prefeito, e nesse sentido um contrapeso ao lado mais polêmico da chapa.

Para Pimentel, evidentemente que se trata de um bom negócio. Sem nenhuma polêmica no currículo, pode se eleger pela segunda vez consecutiva para um cargo que serve de trampolim para sonhos maiores. Na pior das hipóteses, vira deputado. Na melhor, faz o mesmo que Beto Richa e vira ele próprio prefeito na eleição seguinte – mas ele não quer nem falar disso agora.

Por enquanto, o dever de casa é achar um jeito de ficar ao lado de Greca e de lhe trazer a maior quantidade de apoios possível – de preferência, evitando que Ratinho vá desde o primeiro turno com Leprevost. E nisso, aparentemente, ele está sendo bem-sucedido.

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