Conheça obras finalistas do Jabuti que têm "um pezinho" no Paraná | Jornal Plural
27 out 2020 - 9h00

Conheça obras finalistas do Jabuti que têm “um pezinho” no Paraná

Lista destaca 19 indicados ao 62º Prêmio Jabuti que têm alguma relação, mesmo que curiosa, com o estado

Atualizado em 28 de outubro, às 15h19

Em 2020, o 62º Prêmio Jabuti revelará seus vencedores em 26 de novembro. Criada em 1958, a premiação do mercado editorial brasileiro é promovida pela Câmara Brasileira do Livro.

Neste ano, dos 200 finalistas – distribuídos pelas 20 categorias do prêmio – o Plural separou 19 indicados que têm algum “pezinho” no Paraná.

“Placenta: estudos”

O livro de contos é de autoria de Lucas Lazzaretti. O autor, que nasceu em Pato Branco, em 1989, viveu e fez sua formação acadêmica em Curitiba. Com 176 páginas, a obra foi publicada pela editora 7letras no ano passado. Lazzaretti também tem um romance, publicado em 2018, pela mesma editora. Doutor em filosofia, este ano o escritor – que também atua como tradutor – lançou um livro de poemas pela Kotter Editoral: “Memórias do Estábulo”.

“Ter a escrita”

Também dentro da categoria de crônica está o livro de Andressa Barichello. A autora nasceu em São Paulo, mas cresceu na capital paranaense. Em 2010, formou-se em Direito pelo Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba). Sua primeira publicação é de 2014, “Crônicas do Cotidiano e outras mais”, pela editora Scortecci. Barichello tem no currículo outros prêmios, como a edição portuguesa do Novos Talentos FNAC da Escrita, e manteve até 2018 um projeto cultural.

Advogada, Barichello escreve crônicas e tem dois livros publicados. Foto: Divulgação/Patuá

“Grande Sertão: Veredas”

O romance clássico de Guimarães Rosa ganhou uma nova roupagem na edição de 2019 da Companhia das Letras. A obra concorre na categoria capa, e conta com o trabalho do curitibano Alceu Chiesorin Nunes. Morando em São Paulo, Nunes é diretor de arte na editora e também tem passagem pela Editora Abril.

“O novo conservadorismo brasileiro”

O livro é a tese de doutorado da ponta-grossense Marina Basso Lacerda, e concorre na categoria ciências sociais. Lacerda viveu na cidade natal até os 18 anos, depois mudou-se para Curitiba. Na capital paranaense, formou-se em direito pela Universidade Federal do Paraná. Hoje, vive em Brasília. Esta é sua primeira publicação.

“Tina: respeito”

Na categoria de histórias em quadrinhos, a graphic novel inspirada na personagem de Maurício de Sousa tem autoria de Fefê Torquato. Natural de Santa Catarina, a quadrinista se considera “curitibana de coração” e tem formação em música pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). Trabalhando com ilustrações e quadrinhos desde os anos 2010, Torquato também tem publicações pela Nemo, e de forma independente.

“A deusa no labirinto”

Na nova categoria, romance de entretenimento, está o livro de Karen Soarele, publicado pela Jambô Editora. Natural de Assaí, a romancista também morou em Londrina e Curitiba – mas desde 2018 está em Porto Alegre. O romance de fantasia, finalista do prêmio, se passa no universo de Tormenta – um cenário brasileiro de RPG*.

Romance de fantasia é baseado em cenário de RPG. Foto: Divulgação/Nerdstore

“A rede florida”

A obra juvenil, escrita por Graziela Bozano Hetzel e ilustrada por Anna Cunha, foi publicada pela Editora Positivo. O livro conta uma história de adoção, em que a personagem se relaciona com a mãe biológica e os pais adotivos.

“Rabiscos”

Ainda na categoria juvenil, essa obra também tem publicação pela curitibana Positivo. O livro, escrito pelo Luís Dill e ilustrado por Fernando Vilela, concorre, ainda, na categoria capa.

“Rosa que está”

Poeta, tradutora, escritora e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a curitibana Luci Collin é finalista do Jabuti 2020 na categoria poesia. Publicado pela editora Iluminuras, o livro também é semifinalista do Prêmio Oceanos 2020. A autora tem mais de 20 livros publicados, e escreve contos e romances.

A curitibana Luci Collin tem mais de 20 publicações entre poesia, conto e romances. Foto: Divulgação/BPP

“Ildefonso Juvenal da Silva: um memorialista negro no Sul do Brasil”

O historiador Fábio Garcia, organizador da obra, é natural de Laranjeiras do Sul, no Paraná. Radicado em Santa Catarina, o paranaense está indicado na categoria de crônica do Prêmio Jabuti. O livro é o resultado de mais de 15 anos de pesquisa sobre o intelectual catarinense que dá nome à publicação. Garcia tem outras obras na área de história e trabalha com questões raciais.

“Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares: Volume 1”

O primeiro volume da trilogia sobre a escravidão, escrito por Laurentino Gomes, é finalista na categoria “biografia, documentário e reportagem”. O jornalista é natural de Maringá, e já arrematou o prêmio seis vezes. Em setembro de 2019, o autor concedeu uma entrevista, ao Plural, sobre o livro indicado.

“Astrofísica para a educação básica: a origem dos elementos químicos no Universo”

Na categoria de ciências, a obra escrita por Alan Alves Brito e Neusa Teresinha Massoni foi publicada pela editora curitibana Appris. Fundada há 27 anos, o catálogo da Appris é focado em livros acadêmicos, técnicos e científicos.

“Cumarim, a pimenta do reino”

Os desenhos de Willian Santiago concorrem ao prêmio de 2020 na categoria ilustração. Natural de Londrina, sua formação em design gráfico aconteceu pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Em 2017, Santiago ilustrou o primeiro livro infantil de Luís Fernando Veríssimo, que compõe a série “Kidsbook”, do Itaú Criança. O trabalho, que contava com diversos autores, foi premiado pelo Jabuti na categoria infantil digital. A publicação indicada este ano é da FTD Educação.

“Cumarim, a pimenta do reino” tem ilustrações do londrinense Willian Santiago. Foto: Behance/Willian Santiago

“Estética & Semiótica”

Ainda dentro do eixo mais científico do prêmio, o livro de autoria de Lucia Santaella concorre à categoria de ciências sociais. A editora responsável pela obra é “prata da casa”. Curitibana, a InterSaberes é especializada em publicações universitárias, com foco em educação, negócios, ciências sociais, letras, e em uma área chamada pela editora de “capacitação profissional”.

“Novas economias viabilizando futuros desejáveis: Introdução à Fluxonomia 4D”

Publicada de forma independente, a obra conta com a autoria de Patrizia Bittencourt, Lala Deheinzelin e Dina Cardoso, e concorre na categoria economia criativa. Bittencourt é uma especialista no tema, com formação na Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR). A autora divide sua atuação profissional entre São Paulo e Curitiba. Aqui, foi co-fundadora de iniciativas como a Rede de Economia Criativa do Paraná e a Desincubadora.

“A festa do dragão morto”

A obra de autoria de Santiago Nazarian foi ilustrada por Rogério Coelho, e concorre na categoria ilustração. Coelho, que também é autor, é natural de São Paulo, mas vive na capital paranaense. O ilustrador já arrematou dois Jabutis, em 2012 e 2016; e tem um Troféu HQMIX pelo seu trabalho na graphic novel “Louco: Fuga”.

“A festa do dragão morto” tem ilustrações de Rogério Coelho, que mora em Curitiba. Foto: Divulgação/Melhoramentos

“O enigma do infinito”

Mais uma das obras publicadas pela Editora Positivo, o livro concorre na categoria projeto gráfico, responsabilidade da designer Raquel Matsushita.

“Aldevan Baniwa: semeando histórias indígenas da Amazônia”

Dentro do eixo de inovação do prêmio, o projeto que concorre à categoria de fomento à leitura é do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. A responsável por ele, no entanto, a bióloga Noemia Kazue Ishikawa, é natural de Londrina. Hoje, a pesquisadora mora em Manaus.

“Bazar Paraná”

Este é um “bônus” curioso. A obra indicada em “livro brasileiro publicado no exterior” carrega o Paraná no título e em suas páginas. Na ficção, escrita pelo paulistano Luís S. Krausz, uma família de São Paulo vem ao Paraná visitar um casal de idosos, imigrantes alemães. A história se passa em Rolândia, no norte pioneiro do estado, em plena ditadura militar.

*N. do E.: RPG é a sigla para “Role Playing Game”, jogo no qual os participantes interpretam seus personagens. O expoente mais conhecido é o cenário Dungeons & Dragons, mais conhecido como D&D. Os personagens da série Stranger Things, por exemplo, costumam jogar D&D.

Se puder, assine o Plural. Você pode escolher o valor que quer pagar. Isso faz muita diferença para nós: ser financiados por leitoras e leitores. As assinaturas nos mantêm funcionando com uma equipe que hoje tem oito pessoas e dezenas de colaboradores. Somos um jornal que cobre Curitiba em meio aos obstáculos da pandemia e fazemos isso com reportagens objetivas, textos de opinião e de cultura, charges e crônicas. Obrigado pela leitura.

Um comentário sobre “Conheça obras finalistas do Jabuti que têm “um pezinho” no Paraná

  1. Faltou a biografia do Raul Seixas, escrita pelo Jotabê Medeiros! Nascido na Paraíba, o autor cresceu em Cianorte, morou em Curitiba e se formou em Jornalismo em Londrina.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias