Após meses de transação, o Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR) concluiu a compra de 17 aeroportos da Motiva no Brasil, incluindo os de Londrina, Foz do Iguaçu e o Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba. Segundo publicação do CEO da Motiva, Miguel Setas, nas redes sociais, a transação foi fechada no valor de R$ 12,2 bilhões, sendo R$ 7 bilhões em dívidas dos ativos.
Além dos três paranaenses, a transação inclui aeroportos em Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Tocantins, Pernambuco e Piauí, além de participação no bloco da BH Airport. Com a venda, a Motiva deixa o ramo de aeroportos para focar na expansão dos negócios em rodovias e trilhos.
A ASUR administra nove aeroportos no México, entre eles o Aeroporto Internacional de Cancún. A companhia também mantém operações em seis aeroportos na Colômbia e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em San Juan, Porto Rico.
Aeroportos que passam a ser administrados pela ASUR:
- Aeroporto de Bagé — BGX
- Aeroporto da Pampulha — PLU
- Aeroporto Internacional Afonso Pena — CWB
- Aeroporto de Bacacheri (Curitiba) — BFH
- Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu — IGU
- Aeroporto Internacional de Goiânia — GYN
- Aeroporto de Imperatriz — IMP
- Aeroporto de Joinville – JOI
- Aeroporto de Londrina — LDB
- Aeroporto Internacional de Navegantes — NVT
- Aeroporto de Palmas – PMW
- Aeroporto de Pelotas — PET
- Aeroporto de Petrolina – PNZ
- Aeroporto Internacional de São Luís – SLZ
- Aeroporto de Teresina – THE
- Aeroporto de Uruguaiana -URG
- Aeroporto Internacional de Belo Horizonte - BH Airport – CNF
Histórico
A concessão dos aeroportos do chamado Bloco Sul (Londrina, Afonso Pena, Bacacheri, Foz do Iguaçu, Navegantes, Pelotas, Uruguaiana e Bagé) pelo Governo Federal aconteceu em 2021, com a então CCR assumindo as operações efetivamente no ano seguinte.
O contrato previa diversas obras na chamada Fase 1B. No Aeroporto de Londrina - Governador José Richa as melhorias foram entregues em janeiro de 2025, com investimento de mais de R$ 200 milhões. Em dezembro do mesmo ano a companhia, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) e o poder público, viabilizou a entrega do ILS (Instrument Landing System), uma demanda histórica da cidade.
Transição
Segundo a ASUR, os cerca de 1.000 profissionais que já atuavam na plataforma aeroportuária no Brasil permanecem nas operações e passam a integrar a estrutura da companhia. “Passageiros, companhias aéreas, operadores logísticos, fornecedores e parceiros continuarão sendo atendidos pelos canais já estabelecidos”, afirma a companhia.
José Formoso assume como CEO da ASUR Brasil. “Nossa primeira prioridade é assegurar uma transição estável, segura e próxima das pessoas. A permanência das equipes preserva o conhecimento de cada aeroporto e garante a continuidade do atendimento a passageiros, companhias aéreas, parceiros e comunidades”, afirma.