Nesta semana, a Justiça Federal aprovou execução de 23 projetos, ao custo de R$ 47,7 milhões. A ação é uma etapa do acordo de indenização assinado pela Petrobras, referente ao acidente com vazamento de quatro milhões de litros de petróleo no Rio Iguaçu, ocorrido em 2000, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A reunião envolveu representantes do Governo do Estado e da Justiça. As propostas aprovadas serão executadas em várias regiões do Paraná e contemplam diferentes segmentos.
Um deles é em Araucária, ao custo de R$ 8,1 milhões. O dinheiro será aplicado na revitalização do Horto Florestal Municipal do Guajuvira. Ao todo, a cidade, que foi a mais afetada pelo vazamento, receberá 5% do valor total da indenização.
Outros projetos de revitalização de nascentes e implantação de sistemas produtivos sustentáveis para famílias do Norte Pioneiro receberão R$ 4,2 milhões.

Em Paranaguá, um projeto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) receberá R$ 4 milhões para a implantação de sistema de monitoramento no Porto e em Alto Iguaçu, a da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) receberá o mesmo valor para monitoramento de resíduos do processamento de petróleo, justamente na área impactada em 2000.
Além disso, o próprio Governo do Paraná receberá R$ 1 milhão para construção de barracões destinados à coleta seletiva em nove cidades.
Balanço
Até agora, a Justiça Federal autorizou o uso de R$ 500 milhões da indenização por reparação ambiental.
Em maio ocorreu a aprovação de outros projetos ao custo de R$ 31 milhões, incluindo um da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que monitora qualidade da água para consumo da população dos municípios abastecidos pela nascente do Iguaçu.
O acordo demorou mais de 20 anos para ser fechado, e foi homologado apenas em 2021, porque, segundo a Justiça, a falta de entendimento entre as partes sobre a destinação do recurso atravancou o processo.
Dos quase R$ 1,4 bilhão de indenização, parte do dinheiro (33%) foi destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difuso.
*Com informações da AEN e TRF4