O primeiro caso de mpox confirmado em 2026 no Paraná envolve um homem de 33 anos, residente em Ciudad del Este, no Paraguai, que buscou atendimento na rede pública de saúde em Foz do Iguaçu. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e detalhada pela Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu.
De acordo com o pronunciamento técnico do município, o paciente procurou um serviço de saúde no início de janeiro, apresentando febre, dores no corpo, mal-estar e lesões cutâneas, com crostas e pústulas. Diante da suspeita clínica, a equipe seguiu o protocolo e encaminhou o paciente à UPA João Samek, onde foi coletado exame específico para diagnóstico.
A confirmação laboratorial ocorreu após algumas semanas, com resultado reagente para mpox. Desde o primeiro atendimento, o paciente foi monitorado pela Vigilância em Saúde, permaneceu em isolamento domiciliar e apresentou quadro leve a moderado, sem necessidade de internação hospitalar.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não houve registro de infecção entre contatos próximos, que também foram acompanhados pelas equipes.
Em comunicado à população nesta quinta-feira (26), a enfermeira Rosângela Agripino da Silva, supervisora técnica do Programa Municipal de IST/Aids, Hepatites Virais, Tuberculose e Hanseníase, destacou que a mpox circula no Brasil e no Paraná desde 2022. “A doença já vem ocorrendo no Brasil desde 2022 e, no Paraná, já foram registrados mais de 600 casos nesse período. Em 2026, este homem vindo do Paraguai foi o primeiro caso confirmado no estado e em Foz do Iguaçu”, afirmou.
Segundo a enfermeira, a suspeita clínica foi levantada ainda no primeiro atendimento. “A equipe que o atendeu suspeitou da doença e, conforme o protocolo, encaminhou o paciente para a UPA João Sameck, onde foi coletado um exame específico para diagnóstico”, afirmou.
Rosângela acrescentou que o paciente segue bem e sob acompanhamento. “Trata-se de um caso leve a moderado. O paciente não precisou ficar hospitalizado e, até o momento, não houve relato de sinais e sintomas entre os contatos”.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informa que a mpox é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões de pele, além de gotículas de orofaringe, toque e compartilhamento de objetos pessoais, como roupas de cama e banho. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, mal-estar, aumento de gânglios (ínguas) e, posteriormente, lesões cutâneas.
Ainda segundo a Sesa-PR, entre 2024 e 2025 o Paraná confirmou 93 casos de mpox, a maioria em homens. A secretaria reforça a orientação para que pessoas com sintomas procurem imediatamente um serviço de saúde e cumpram isolamento por cerca de 15 dias após a confirmação do diagnóstico.
A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu informou que mantém o monitoramento epidemiológico e reforçou à população medidas de prevenção, como higiene frequente das mãos e procura precoce por atendimento diante do surgimento de sintomas.