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Em novo manifesto, oposição questiona trajetória de Moro e aponta desgaste de imagem no PR

Novo manifesto de oposição no Paraná analisa a trajetória de Sergio Moro, citando polêmicas desde a UEM até o STF e trocas partidárias. O grupo questiona a coerência do pré-candidato para governar o Estado e pede reflexão aos eleitores.

Em novo manifesto, oposição questiona trajetória de Moro e aponta desgaste de imagem no PR
Candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Um novo texto de análise política divulgado por opositores no Paraná traça um histórico crítico da trajetória do senador e pré-candidato ao governo do Estado, Sergio Moro (União Brasil). O documento questiona o legado do ex-magistrado e convoca o eleitorado a avaliar suas movimentações políticas recentes antes do pleito para o Palácio Iguaçu.

O manifesto resgata o início da carreira pública de Moro, citando inclusive sua formação na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a rejeição de uma homenagem pelo Conselho Universitário da instituição:

Na própria UEM, a tentativa de conceder-lhe o título de Doutor Honoris Causa provocou forte controvérsia. A homenagem não obteve consenso e acabou não sendo concedida [...] Para seus críticos, aquele episódio já revelava que a imagem pública construída em torno do então juiz não era unanimidade.”

O documento também analisa a transição de Moro da magistratura para a política partidária, citando sua atuação como ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro, as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que anularam processos da Lava Jato e a denúncia por calúnia oferecida pela Procuradoria-Geral da República no caso envolvendo o ministro Gilmar Mendes.

Segundo os autores do texto, as sucessivas trocas de domicílio eleitoral e de planos políticos em 2022 — quando o parlamentar tentou viabilizar candidatura à Presidência e depois por São Paulo antes de se eleger senador pelo Paraná — enfraquecem sua representatividade no Estado.

O eleitor paranaense deve perguntar: qual Sergio Moro está pedindo o voto? O juiz da Lava Jato? O ministro de Bolsonaro? O candidato que tentou construir uma carreira nacional? Ou o político que encontrou no Paraná seu novo projeto de poder?”, questiona o texto.

O manifesto encerra afirmando que governar o Estado exige "equilíbrio institucional, coerência e capacidade de diálogo", sustentando que a população deve avaliar os fatos históricos para além das narrativas políticas.

O espaço segue aberto para manifestação do senador Sergio Moro e de sua assessoria.

Thaís Almeida

Thaís Almeida

Sou jornalista e redatora, com experiência em diferentes frentes da comunicação: colunas de notícias, reportagem de rua e produção e apresentação de programas ao vivo. Minha atuação se concentra em temas como política e questões raciais.

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