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Fotos da merenda em Foz exibem gordura separada da carne servida em CMEIs

Vídeo de 2025 mostra etiquetas sobrepostas e divergência no teor de gordura, de 5% para 20%; Prefeitura diz que houve troca de fornecedor para 2026

Fotos da merenda em Foz exibem gordura separada da carne servida em CMEIs

Fotos feitas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Foz do Iguaçu mostram gordura separada da carne moída utilizada na merenda escolar.

Em um dos registros, a carne aparece em uma panela ao lado de uma quantidade expressiva de gordura retirada durante o preparo. Em outro, a gordura está reunida em um recipiente.

As imagens foram divulgadas pela vereadora Valentina Rocha (PT) e atribuídas a uma merendeira da rede municipal que pediu anonimato. O Sinprefi confirmou a autenticidade do registro.

Segundo a merendeira, a situação é percebida no momento do preparo. “Quando a carne começa a cozinhar, solta muita gordura. Em alguns dias, precisamos retirar bastante antes de servir às crianças”, relatou.

As fotos foram registradas nesta semana. Além desses registros, um vídeo gravado em 2025 mostra embalagens de carne com etiquetas sobrepostas e informações divergentes sobre o teor de gordura no mesmo produto: uma indica 5%, enquanto outra, aplicada por baixo, aponta 20%.

Em publicações nas redes sociais, a vereadora Valentina Rocha alertou que os registros exigem vigilância permanente sobre a qualidade da merenda e apelou à participação das famílias. “Pais e responsáveis precisam acompanhar o que está sendo servido aos alunos e registrar qualquer problema”, afirmou.

Procurada sobre o vídeo, a Prefeitura de Foz do Iguaçu afirmou que o registro não retrata a realidade de 2026.

Segundo a Comunicação Social da gestão Silva e Luna (PL), as imagens se referem a 2025, “período em que foram identificados problemas pontuais na qualidade da carne moída, incluindo teor de gordura acima do limite previsto em edital”.

A Secretaria informou que as entregas foram imediatamente suspensas, o item foi retirado e medidas administrativas cabíveis foram adotadas, com a realização de novo processo licitatório ainda em 2025.

Para 2026, a administração afirma que houve troca de fornecedor, após novo pregão e reunião presencial de alinhamento para reforçar critérios de qualidade, e sustenta que não há registros de reclamações por parte de escolas e CMEIs quanto à carne moída neste ano.

No início do ano letivo de 2026, pais, responsáveis e profissionais da educação relataram episódios de desabastecimento e questionamentos sobre a merenda, o que levou à formalização de denúncias ao Ministério Público, à Câmara Municipal e ao gabinete do prefeito.

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