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Trabalhadoras da rede municipal de ensino de Curitiba aprovam greve

Assembleia do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) aprovou greve a partir de 8 de abril

mulheres sentadas
Trabalhadoras e trabalhadores aprovaram greve a partir do dia 8 de abril | Foto: divulgação/Sismmac

Quem tem filhos na rede municipal de ensino de Curitiba precisa ficar atento a partir do dia 8 de abril, quando trabalhadores do magistério deflagram greve por melhores condições de trabalho.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (19), durante assembleia da categoria. Para semana que vem está prevista reunião com o Conselho de Representantes (CR) para organizar as lutas e aprovar os demais itens da pauta da nossa categoria. Segundo o sindicato, serão criados Comandos Locais de Greve em cada unidade de trabalho, para garantir a participação organizada do magistério em cada escola.

Entenda

A greve ocorre em um momento de insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras com a gestão de Eduardo Pimentel (PSD). Para a presidente do Sismmac, Diana Abreu, há uma série de fatores que preocupam os trabalhadores.

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“Durante a campanha eleitoral em 2024, o prefeito Eduardo Pimentel fez 20 promessas específicas para o magistério. Cumpriu apenas uma, que foi a criação da Secretaria Municipal de Recursos Humanos e que não resolveu de fato a situação de recursos humanos na prefeitura, porque nós seguimos com falta de professores nas unidades”, criticou.

Um dos exemplos é a Escola Municipal Nansyr Cecato Cavichiolo, que fica no bairro Parolin, que conforme o sindicato opera com falta de 5 docentes pela manhã e 11 à tarde. Esta é uma das demandas apresentadas pelo sindicato: a contratação de mais trabalhadores.

“Além de estarmos com a carreira congelada há mais de 10 anos e a prefeitura oferecer 20% de vagas no crescimento, o que significa que 80% da categoria vai ficar de fora”, explica a presidente.

Os trabalhadores também buscam o descongelamento dos salários feitos durante a pandemia da Covid-19 e querem mais diálogo com a prefeitura.

“Diante desses desse não reconhecimento aos trabalhadores da educação, aos profissionais do magistério, diante dessa situação, a gente infelizmente tem que radicalizar e ir para greve. É porque a greve é o nosso instrumento de luta quando a gestão é intransigente”.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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