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Tabela de reajuste de aluguel 2026: qual índice usar e quanto vai subir?

IGP-M acumula 2,18% e IPCA 4,22% em 12 meses até agosto de 2026. Veja a tabela mês a mês, como calcular o reajuste e quanto custa alugar em Curitiba.

Por Robô
Tabela de reajuste de aluguel 2026: qual índice usar e quanto vai subir?
Foto: Rafael Hoyos Weht / Unsplash
Publicado em:

Em agosto de 2026, o acumulado em 12 meses para reajuste de aluguel era de 2,18% pelo IGP-M e de 4,22% pelo IPCA. Quem faz aniversário de contrato em setembro de 2026 costuma usar esses percentuais. O índice aplicado é o que está escrito no contrato.

Tabela de reajuste de aluguel 2026: IGP-M, IPCA, INPC e IGP-DI

A tabela abaixo mostra o acumulado em 12 meses dos quatro índices mais usados em contratos de aluguel. Cada linha indica o mês final do período de 12 meses.

Acumulado atéIGP-MIPCAINPCIGP-DI
set/20252,83%5,17%5,10%2,32%
out/20250,92%4,68%4,49%0,73%
nov/2025-0,10%4,46%4,18%-0,43%
dez/2025-1,04%4,26%3,90%-1,19%
jan/2026-0,90%4,44%4,30%-1,10%
fev/2026-2,66%3,81%3,36%-2,90%
mar/2026-1,82%4,14%3,77%-1,30%
abr/20260,62%4,39%4,11%0,77%
mai/20261,96%4,72%4,42%2,52%
jun/20263,18%4,64%4,33%3,58%
jul/20262,77%4,44%4,10%2,76%
ago/20262,18%4,22%3,98%2,61%

O IGP-M e o IGP-DI são calculados pela FGV. O IPCA e o INPC, pelo IBGE. Os percentuais foram calculados pela Plural a partir das variações mensais publicadas pelo Banco Central. Os dois primeiros são mais sensíveis a preços no atacado e ao dólar, e por isso oscilam mais.

Foi essa oscilação que deixou o IGP-M negativo no acumulado de 12 meses entre novembro de 2025 e março de 2026. No mesmo período, o IPCA ficou sempre acima de 3,8%.

Qual linha da tabela usar no meu contrato?

Em geral, usa-se o acumulado dos 12 meses anteriores ao mês de aniversário do contrato, com o último índice já divulgado. Um contrato que faz aniversário em setembro de 2026, por exemplo, costuma usar o acumulado até agosto de 2026.

Alguns contratos preveem uma defasagem de dois meses, porque o índice do mês anterior pode ainda não ter sido divulgado na data do vencimento. Por isso a cláusula de reajuste é que define exatamente qual período entra na conta.

Se o contrato não fala em índice, ou se houver dúvida, o caminho é negociar por escrito com o proprietário ou a imobiliária antes de pagar o novo valor.

Como calcular o reajuste do aluguel?

A conta é simples: novo aluguel = aluguel atual × (1 + índice acumulado ÷ 100).

Com um aluguel de R$ 2.500 e aniversário em setembro de 2026, usando o acumulado até agosto:

A diferença entre os dois índices, nesse exemplo, é de R$ 51 por mês, ou R$ 612 ao longo de um ano de contrato. Por isso vale conferir qual índice está no contrato antes de aceitar o novo valor.

O que acontece quando o IGP-M é negativo?

Se o índice acumulado for negativo, a conta resulta num aluguel menor. Se o valor de fato cai ou só fica congelado depende do contrato e da negociação entre as partes.

Muitos contratos têm cláusula dizendo que índice negativo não reduz o aluguel. Outros não tratam do assunto. Na falta de regra, inquilino e proprietário podem combinar a redução, o congelamento ou a troca do índice.

Em qualquer caso, o combinado deve ser registrado por escrito, num aditivo ao contrato ou em troca de mensagens que deixe clara a decisão.

Quais são as regras do reajuste de aluguel?

O reajuste é anual. A Lei 10.192/2001 (art. 2º, § 1º) considera "nula de pleno direito" qualquer cláusula de reajuste com periodicidade menor que um ano. Ou seja, o proprietário não pode aplicar dois reajustes por índice no mesmo ano de contrato.

A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991, art. 17) deixa livre a combinação do valor do aluguel, mas proíbe fixá-lo em moeda estrangeira ou vinculá-lo ao câmbio ou ao salário mínimo. O índice de reajuste é o que está no contrato; IGP-M e IPCA são os mais comuns.

Inquilino e proprietário podem, de comum acordo, fixar um novo valor ou mudar a cláusula de reajuste (art. 18). Sem acordo, qualquer um dos dois pode pedir na Justiça a revisão do aluguel para o preço de mercado depois de três anos de contrato ou do último acordo (art. 19).

Quanto o aluguel subiu em Curitiba?

Na região metropolitana de Curitiba, o item aluguel residencial do IPCA subiu 2,50% nos 12 meses até agosto de 2026. Desde janeiro de 2018, a alta acumulada é de 55,4%, pouco acima da inflação geral da região no período (52,7%).

Nos anúncios, o preço pedido é alto. Na base de anúncios de imóveis monitorada pela Plural, os 8.772 imóveis residenciais anunciados para alugar em Curitiba desde agosto de 2026 tinham estas medianas, sem condomínio e IPTU:

Tipo de imóvelAluguel mediano anunciado
1 quartoR$ 2.150
2 quartosR$ 2.500
3 quartosR$ 3.650
TodosR$ 2.700 (R$ 45 por m²)

O aluguel pesa mais para quem ganha menos. Pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-18, IBGE), recortada para Curitiba em cálculo da Plural, o aluguel pago consome 9,1% da renda das famílias com até 3 salários mínimos e 0,8% das famílias com mais de 10 salários mínimos.

Perguntas rápidas

Qual o IGP-M acumulado para reajuste de aluguel em setembro de 2026? 2,18%, considerando os 12 meses até agosto de 2026.

Qual o IPCA acumulado em 12 meses para reajustar o aluguel? 4,22% até agosto de 2026.

O proprietário pode reajustar o aluguel duas vezes no mesmo ano? Não. O reajuste por índice é anual.

Posso trocar o IGP-M pelo IPCA no contrato? Sim, se inquilino e proprietário concordarem e registrarem a mudança por escrito.

Quanto custa alugar um apartamento de 2 quartos em Curitiba? A mediana anunciada é de R$ 2.500 por mês, sem condomínio e IPTU.

Veja também: reajuste do plano de saúde 2026.


Fonte: Banco Central (séries SGS 188, 189, 190 e 433, com dados de FGV e IBGE), IBGE (IPCA da RM de Curitiba, tabelas SIDRA 1419 e 7060; POF 2017-18) e base de dados da Plural (anúncios de aluguel em Curitiba, ago–set/2026). Última atualização: 19 de setembro de 2026.

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