Em agosto de 2026, o acumulado em 12 meses para reajuste de aluguel era de 2,18% pelo IGP-M e de 4,22% pelo IPCA. Quem faz aniversário de contrato em setembro de 2026 costuma usar esses percentuais. O índice aplicado é o que está escrito no contrato.
Tabela de reajuste de aluguel 2026: IGP-M, IPCA, INPC e IGP-DI
A tabela abaixo mostra o acumulado em 12 meses dos quatro índices mais usados em contratos de aluguel. Cada linha indica o mês final do período de 12 meses.
| Acumulado até | IGP-M | IPCA | INPC | IGP-DI |
|---|---|---|---|---|
| set/2025 | 2,83% | 5,17% | 5,10% | 2,32% |
| out/2025 | 0,92% | 4,68% | 4,49% | 0,73% |
| nov/2025 | -0,10% | 4,46% | 4,18% | -0,43% |
| dez/2025 | -1,04% | 4,26% | 3,90% | -1,19% |
| jan/2026 | -0,90% | 4,44% | 4,30% | -1,10% |
| fev/2026 | -2,66% | 3,81% | 3,36% | -2,90% |
| mar/2026 | -1,82% | 4,14% | 3,77% | -1,30% |
| abr/2026 | 0,62% | 4,39% | 4,11% | 0,77% |
| mai/2026 | 1,96% | 4,72% | 4,42% | 2,52% |
| jun/2026 | 3,18% | 4,64% | 4,33% | 3,58% |
| jul/2026 | 2,77% | 4,44% | 4,10% | 2,76% |
| ago/2026 | 2,18% | 4,22% | 3,98% | 2,61% |
O IGP-M e o IGP-DI são calculados pela FGV. O IPCA e o INPC, pelo IBGE. Os percentuais foram calculados pela Plural a partir das variações mensais publicadas pelo Banco Central. Os dois primeiros são mais sensíveis a preços no atacado e ao dólar, e por isso oscilam mais.
Foi essa oscilação que deixou o IGP-M negativo no acumulado de 12 meses entre novembro de 2025 e março de 2026. No mesmo período, o IPCA ficou sempre acima de 3,8%.
Qual linha da tabela usar no meu contrato?
Em geral, usa-se o acumulado dos 12 meses anteriores ao mês de aniversário do contrato, com o último índice já divulgado. Um contrato que faz aniversário em setembro de 2026, por exemplo, costuma usar o acumulado até agosto de 2026.
Alguns contratos preveem uma defasagem de dois meses, porque o índice do mês anterior pode ainda não ter sido divulgado na data do vencimento. Por isso a cláusula de reajuste é que define exatamente qual período entra na conta.
Se o contrato não fala em índice, ou se houver dúvida, o caminho é negociar por escrito com o proprietário ou a imobiliária antes de pagar o novo valor.
Como calcular o reajuste do aluguel?
A conta é simples: novo aluguel = aluguel atual × (1 + índice acumulado ÷ 100).
Com um aluguel de R$ 2.500 e aniversário em setembro de 2026, usando o acumulado até agosto:
- pelo IGP-M (2,18%): R$ 2.500 × 1,0218 = R$ 2.554,50;
- pelo IPCA (4,22%): R$ 2.500 × 1,0422 = R$ 2.605,50.
A diferença entre os dois índices, nesse exemplo, é de R$ 51 por mês, ou R$ 612 ao longo de um ano de contrato. Por isso vale conferir qual índice está no contrato antes de aceitar o novo valor.
O que acontece quando o IGP-M é negativo?
Se o índice acumulado for negativo, a conta resulta num aluguel menor. Se o valor de fato cai ou só fica congelado depende do contrato e da negociação entre as partes.
Muitos contratos têm cláusula dizendo que índice negativo não reduz o aluguel. Outros não tratam do assunto. Na falta de regra, inquilino e proprietário podem combinar a redução, o congelamento ou a troca do índice.
Em qualquer caso, o combinado deve ser registrado por escrito, num aditivo ao contrato ou em troca de mensagens que deixe clara a decisão.
Quais são as regras do reajuste de aluguel?
O reajuste é anual. A Lei 10.192/2001 (art. 2º, § 1º) considera "nula de pleno direito" qualquer cláusula de reajuste com periodicidade menor que um ano. Ou seja, o proprietário não pode aplicar dois reajustes por índice no mesmo ano de contrato.
A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991, art. 17) deixa livre a combinação do valor do aluguel, mas proíbe fixá-lo em moeda estrangeira ou vinculá-lo ao câmbio ou ao salário mínimo. O índice de reajuste é o que está no contrato; IGP-M e IPCA são os mais comuns.
Inquilino e proprietário podem, de comum acordo, fixar um novo valor ou mudar a cláusula de reajuste (art. 18). Sem acordo, qualquer um dos dois pode pedir na Justiça a revisão do aluguel para o preço de mercado depois de três anos de contrato ou do último acordo (art. 19).
Quanto o aluguel subiu em Curitiba?
Na região metropolitana de Curitiba, o item aluguel residencial do IPCA subiu 2,50% nos 12 meses até agosto de 2026. Desde janeiro de 2018, a alta acumulada é de 55,4%, pouco acima da inflação geral da região no período (52,7%).
Nos anúncios, o preço pedido é alto. Na base de anúncios de imóveis monitorada pela Plural, os 8.772 imóveis residenciais anunciados para alugar em Curitiba desde agosto de 2026 tinham estas medianas, sem condomínio e IPTU:
| Tipo de imóvel | Aluguel mediano anunciado |
|---|---|
| 1 quarto | R$ 2.150 |
| 2 quartos | R$ 2.500 |
| 3 quartos | R$ 3.650 |
| Todos | R$ 2.700 (R$ 45 por m²) |
O aluguel pesa mais para quem ganha menos. Pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-18, IBGE), recortada para Curitiba em cálculo da Plural, o aluguel pago consome 9,1% da renda das famílias com até 3 salários mínimos e 0,8% das famílias com mais de 10 salários mínimos.
Perguntas rápidas
Qual o IGP-M acumulado para reajuste de aluguel em setembro de 2026? 2,18%, considerando os 12 meses até agosto de 2026.
Qual o IPCA acumulado em 12 meses para reajustar o aluguel? 4,22% até agosto de 2026.
O proprietário pode reajustar o aluguel duas vezes no mesmo ano? Não. O reajuste por índice é anual.
Posso trocar o IGP-M pelo IPCA no contrato? Sim, se inquilino e proprietário concordarem e registrarem a mudança por escrito.
Quanto custa alugar um apartamento de 2 quartos em Curitiba? A mediana anunciada é de R$ 2.500 por mês, sem condomínio e IPTU.
Veja também: reajuste do plano de saúde 2026.
Fonte: Banco Central (séries SGS 188, 189, 190 e 433, com dados de FGV e IBGE), IBGE (IPCA da RM de Curitiba, tabelas SIDRA 1419 e 7060; POF 2017-18) e base de dados da Plural (anúncios de aluguel em Curitiba, ago–set/2026). Última atualização: 19 de setembro de 2026.