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Rock Camp Curitiba pode se tornar utilidade pública

Projeto musical promove ações para desenvolver a autoestima de meninas, mulheres, pessoas trans e não binárias

Rock Camp Curitiba pode se tornar utilidade pública
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O projeto social musical Rock Camp Curitiba destinado a meninas, mulheres, pessoas trans e não binárias pode se tornar utilidade pública de Curitiba. Na próxima segunda-feira (26) a Câmara Municipal de Curitiba deve votar em segundo turno a proposta.

Durante o primeiro turno a votação foi unânime e os vereadores aprovaram o projeto de lei para conceder a Declaração de Utilidade Pública Municipal à Associação Rock Camp Curitiba. Na votação de segundo turno o resultado não deve ser diferente e a proposta deve seguir para veto ou sanção do Poder Executivo na sequência da votação. O projeto de lei 014.00046.2023 é de autoria do vereador Marcos Vieira (PDT). 

Regulamentada pela lei complementar 117/2020, a Declaração de Utilidade Pública Municipal é destinada às organizações da sociedade civil (OSCs) que prestam serviços de interesse social para a população. O título, na prática, funciona como um atestado de bons antecedentes às entidades sem fins lucrativos, para que elas possam firmar convênios com o poder público e receber emendas parlamentares, por exemplo.

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Roberta Cibin, coordenadora do Rock Camp, conta que o grupo recebeu com alegria a notícia e espera que com a proposta o grupo ganhe mais visibilidade na cidade. “Desde 2018, temos trabalhado para criar um espaço seguro e inspirador para meninas, mulheres e pessoas trans se expressarem e fortalecerem suas vozes, e esse título é uma forma de afirmar a relevância social do que fazemos. Acreditamos que essa conquista nos permitirá ampliar ainda mais nossas atividades e impacto. Estamos muito felizes e gratas por esse apoio da comunidade e da Câmara Municipal de Curitiba”, diz. 

Com o objetivo de promover atividades musicais para desenvolver a autoestima, liberdade de expressão e feminismo de meninas, mulheres, pessoas trans e não binárias, a iniciativa completou seis anos este ano. 

As voluntárias do projeto realizam ao longo do ano oficinas, palestras, debates e mesas-redondas para meninas, mulheres, pessoas trans e não binárias de todas as idades. 

Além dessas atividades durante o ano são realizadas duas edições do Camp. No início do ano, o atendimento é destinado às pequenas entre 7 e 17 anos. Já a edição do meio do ano é destinada para mulheres e pessoas trans com mais de 18 anos. Nas duas edições são formadas bandas, desenvolvidas habilidades musicais, algumas participantes chegam a aprender a tocar um instrumento do zero e no final um show é realizado para apresentar essas novas artistas a cidade.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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