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Grupo Dignidade pede reforço na segurança de pessoas LGBTQIA+ no Largo da Ordem

Ação ocorre após denúncias de agressões na região do Centro Histórico de Curitiba

Grupo Dignidade pede reforço na segurança de pessoas LGBTQIA+ no Largo da Ordem
Centro Histórico de Curitiba. Foto: Tami Taketani / Plural

O Grupo Dignidade encaminhou um ofício ao Conselho Municipal de Diversidade Sexual solicitando providências urgentes para reforçar a segurança de pessoas LGBTQIA+ que frequentam o Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba. A medida foi motivada por relatos de roubo seguido de agressão física com suspeita de motivação LGBTfóbica.

Os relatos ganharam força após o estilista Reinaldo Igor da Costa Honório denunciar em suas redes sociais uma tentativa de assalto na região. Ele contou ao Plural que, no dia 19 de julho, ao sair do bar Folia e se dirigir a um banheiro público, foi abordado por um grupo de homens. “Isso vem ocorrendo já tem meses. Em fevereiro eu ouvi algo sobre esses casos de tentativa de assalto seguido de agressão, mas sabe quando você duvida? Eu duvidava até acontecer comigo. Já chegaram me peitando, colocando o peito contra meu ombro e com os xingamentos idiotas de sempre né, viadinho, bichinha enfim. Eu reagi, estava com uma garrafa deixando claro que iria me defender e então eles dispersaram”.

Reinaldo afirmou que só reagiu por não ver outra alternativa: “Eu sei que reagir nem sempre é a melhor opção, mas nesse caso eu só conseguia pensar na minha vida, era ou eles ou eu. Sei que nem todos conseguem reagir e assustar como eu, inclusive esses indivíduos escolhem as pessoas mais fragilizadas que eles acham que não vão saber se defender”.

Segundo ele, os assaltantes têm utilizado os muros de um estacionamento da região como esconderijo facilitador para delitos e agressões. O estacionamento fica localizado na Rua Jaime Reis, esquina com a Rua Ermelino de Leão. Sob o nome SmartPark São Francisco, é um estacionamento público administrado pela Urbs. O Plural procurou a Urbs, que informou ao jornal que é responsável apenas pela manutenção do espaço.

Após o episódio, o estilista acionou a Polícia Militar, mas considerou a atuação ineficiente. Questionada, a PMPR informou que a responsabilidade era da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SESP).

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Em nota, a SESP declarou: “Os indicadores de criminalidade vêm mantendo a tendência consistente de queda no estado do Paraná e em Curitiba, com os menores índices históricos. As forças de segurança realizam policiamento preventivo no Largo da Ordem e em todos os outros bairros com presença ostensiva e reforço em áreas estratégicas, garantindo maior presença e resposta mais ágil. Esse trabalho é feito com patrulhamento a pé, montado, com viaturas e motos, visando agilizar o atendimento às ocorrências, aumentando a segurança da população”.

Ainda segundo a SESP, a atuação é fruto de “um trabalho realizado com planejamento e inteligência, com levantamento e tratamento de dados para definição de ações e mapeamento de áreas, além de integração institucional, com atuação conjunta entre forças de segurança, comércio e Prefeitura. Também são utilizadas tecnologias de monitoramento, como por exemplo o uso de drones e câmeras de monitoramento integradas. A Sesp lembra ainda que é fundamental que as pessoas liguem ou acionem o aplicativo 190 e façam boletim de ocorrência para ajudar as forças de segurança a combaterem o crime”.

Como denunciar LGBTfobia

Se você estiver sofrendo ou presenciando uma agressão física ou ameaça iminente, acione a Polícia Militar pelo 190 imediatamente para que uma viatura seja enviada ao local. Além do 190, o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) é um serviço gratuito, anônimo e disponível 24 horas por dia. A denúncia é registrada e encaminhada aos órgãos competentes de fiscalização e investigação.

Também é possível procurar qualquer delegacia de polícia para relatar o crime. Para situações que permitam registro digital, acesse a página oficial de Boletins de Ocorrência da Polícia Civil do Paraná e detalhe o ato discriminatório sofrido.

Em caso de ocorrências via internet é importante reunir provas como prints de tela, mensagens, áudios, vídeos, links de postagens ofensivas e contatos de testemunhas.

O Ministério Público do Paraná também atua na garantia dos direitos fundamentais e no combate à discriminação, enquanto a Defensoria Pública do Paraná oferece assistência jurídica gratuita para medidas legais e orientação sobre direitos.

Julia Sobkowiak

Julia Sobkowiak

Formada em jornalismo pela PUCPR.

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