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Casa pega fogo no Sítio Cercado e comunidade faz vaquinha para ajudar família

Vaquinha foi organizada pela torcida Estopim da Fiel para ajudar “Tia Maria”, que perdeu tudo no incêndio

casa com itens queimados
Incêndio começou enquanto moradora tomava banho | Foto: divulgação
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Uma vaquinha organizada pelo departamento social da torcida Estopim da Fiel, do Corinthians, arrecada fundos para Maria Oliveira, de 66, que perdeu tudo em um incêndio ocorrido no Sítio Cercado, na última quinta-feira (03), em Curitiba. “Tia Maria”, como é conhecida, está acolhida com o marido na casa de uma filha após o acidente.

“Vão-se os anéis e ficam-se os dedos, apesar de tudo, eu tenho a chance de recomeçar”, disse ao Plural. Apesar da tragédia que a deixou sem casa, ela conta com apoio da família e amigos para reconstruir a vida.

O acidente aconteceu por um curto-circuito em uma extensão na qual estava ligada um aquecedor. “Eu fui tomar banho e tirei o aquecedor da tomada, mas quando estava no banho ouvi um barulho forte. Achei que era minha gatinha, peguei o roupão e sai para ver o que era, e já estava pegando fogo no colchão. Só deu tempo de acordar meu marido e meu genro, saímos com a roupa do corpo”, lamenta.

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As chamas avançaram rapidamente e queimaram roupas, móveis e alimentos. A estrutura de uma parte da casa chegou a ser comprometida. Um papagaio chamado Ronaldo não pôde ser retirado a tempo e morreu no incêndio. Além de Tia Maria e o marido, moravam na casa filha, genro e netos.

Corinthians

“Lá de fora foi pavoroso queimar, ouvir explodindo. Eu não sofro por nada material que eu perdi ali, graças a Deus tenho bastante amigos. Minha família Corinthians então, nem se fala. Graças a Deus eu tenho essa rede de proteção e minha família também”, diz Tia Maria.

Corintianos da Estopim da Fiel organizaram uma vaquinha online (doe aqui) para ajudar a torcedora, que acompanha todos os jogos do Corinthians no bairro Boa Vista, onde fica a subsede da torcida. Pelas redes sociais, o grupo mobiliza pessoas para doações em dinheiro, mas também é possível ajudar com roupas e alimentos.

A ação dos amigos da torcida foi uma surpresa para Tia Maria, que quer retribuir a ajuda. Da tragédia para a gratidão, ela vai transformar a data de 3 de julho, quando ocorreu o incêndio, em um dia de solidariedade. “Eu já costumo fazer marmitas para quem está em situação difícil mesmo, mas já combinamos aqui, em família, que quando a gente voltar para casa vou fazer comida para distribuir a quem precisar no dia 3 de julho”, projeta.

Nesta semana, também com ajuda de amigos da torcida, ela e a família vão solicitar as segundas vias dos documentos pessoais, que foram perdidos no incêndio e iniciar outros trâmites como verificação de telhado etc., para voltar para casa o quanto antes.

Ajude

Vakinha online clique aqui.

Pix solidário: [email protected]

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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