Marcos Pamplona | Crônicas
Marcos Pamplona

Tapada das Necessidades

A bola vermelha cai diante do banco em que estou sentado. Olho em volta, à procura de quem virá buscá-la. Curiosamente, ninguém aparece. Imagino alguém que desistiu de jogar, de ter metas, de provocar em si as excitações da derrota ou da vitória

Marcos Pamplona

Em busca do velho

Numa curva – esta curva aqui – vi o homem à minha frente. Tinha o andar destrambelhado e novidadeiro de meu pai. Os mesmos cabelos lambidos, reluzentes de brilhantina

Marcos Pamplona

A ponte

O dia está lindo. Umas poucas nuvens passeiam unidas pela leveza. Do meu posto à janela, nunca tinha visto a ponte Vasco da Gama com tanta nitidez

Marcos Pamplona

Sobre Camões

A pandemia afastou todos. Onde estão os alemães, franceses, brasileiros, russos, japoneses que comiam bacalhau sentados na rua?

Marcos Pamplona

Insônia

Penso no que me acordou. Deve ter sido esta sensação mórbida. Tenho pensado demais no fim do mundo

Marcos Pamplona

Aquelas tardes

Ninguém me incomodaria porque eu estava no que eles consideravam a fase mais importante dos meus estudos, aquela que definiria meu destino

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