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Comissão de Direitos Humanos se nega a fazer audiência pública sobre problemas dos LGBTI+

Vereadores alegam problemas de agenda, custo e discordância da pauta para se recusarem a comandar audiência

Comissão de Direitos Humanos se nega a fazer audiência pública sobre problemas dos LGBTI+
Foto: CMC
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Os cinco vereadores que integram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Curitiba se recusaram a levar adiante o pedido do Grupo Dignidade para realização de uma audiência pública sobre os problemas da população LGBTI+ na cidade.

A recusa se deu na sessão da comissão no início desta segunda-feira (12). Todos os vereadores alegaram falta de tempo para se comprometer com a audiência, dizendo estar sobrecarregados. Além disso, vários dos vereadores disseram que o tema já vem sendo “excessivamente debatido”.

Bruno Secco (PMB) afirmou que o tema já vem sendo tema de repetidas discussões na Câmara e que o custo de uma audiência pública para o erário, com cafezinhos e outros gastos, não é desprezível.

Já Rodrigo Marcial (Novo) disse que a causa da população LGBTI+ foi “sequestrada” por alguns grupos e que os problemas de assassinatos de pessoas LGBTI+, por exemplo, são uma mera questão de segurança pública.

A vereadora Sargento Tânia Guerreiro (Podemos) disse que tem muitos amigos gays, mas que não tem tempo para a audiência.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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