Nova Zelândia: reabertura das fronteiras e excelência em educação

A vacinação será acelerada para todas as idades e, segundo o governo, até dezembro deste ano, o país inteiro terá tomado a segunda dose com no máximo 6 semanas de diferença entre a primeira e a segunda

Na semana passada, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou o plano para iniciar a reabertura das fronteiras do país no início de 2022. Até lá, brasileiros, com o sonho de embarcar para esse país paradisíaco, terão que esperar.

Segundo Jacinda, a Nova Zelândia não pode manter as restrições de fronteira para sempre e não quer. A estratégia do governo de manter o país com as fronteiras fechadas desde abril do ano passado fez com que houvesse um maior controle da Covid-19 e ajudou a manter a economia do país estável.

A Nova Zelândia tem mais de 5 milhões de habitantes e conseguiu se manter com o menor índice de infecção possível da Covid-19 no mundo, tendo menos de 2.000 casos confirmados e 25 mortes, até o momento. O resultado impressionante do controle da pandemia fez com que a primeira-ministra recebesse o Prêmio Gleitsman da Universidade de Harvard, em reconhecimento ao trabalho feito no país.

A vacinação será acelerada para todas as idades e, segundo o governo, até dezembro deste ano, o país inteiro terá tomado a segunda dose com no máximo 6 semanas de diferença entre a primeira e a segunda. O governo ainda recomenda que os neozelandeses não viajem ao exterior. Mesmo oferecendo um “corredor de segurança” entre as Ilhas Cook e a Austrália, no site do governo eles advertem a não recomendação de viagens para fora do país.  No entanto, entre outubro e dezembro, empresas e organizações, que precisem enviar seus colaboradores ao exterior, terão um projeto piloto para que pessoas vacinadas possam sair do país. Tal projeto terá como base o nível de risco dos países, considerando: baixo, médio e alto, segundo a situação da vacinação e de casos, de acordo com cada país. Determinando assim, necessidade ou não de quarentena.

Desta forma, muitos brasileiros, com o sonho de estudar e morar nessa grande ilha do Oceano Pacífico, estão vendo uma luz no fim do túnel. A Nova Zelândia oferece um dos mais altos níveis de qualidade de vida e educação do mundo. Além disso, é um dos países que mais propiciam o desenvolvimento da economia baseada em pequenos e médios negócios, uma vez que, para se abrir uma empresa na Nova Zelândia, se leva no máximo 15 minutos.

A Nova Zelândia é um sonho para quem busca equilíbrio de vida, segurança e um mix de cenários paradisíacos: de belas praias ensolaradas a montanhas com neve. Mas não é só isso que faz esse país ser excepcional. Segundo o Fórum Econômico Mundial, a Nova Zelândia é o país que melhor educa para o futuro. As oito universidades públicas do país estão entre o topo 2,5% do ranking mundial em qualidade de ensino e com altíssimo nível de empregabilidade após graduação.

Já as escolas públicas neozelandesas oferecem formação tanto acadêmica quanto profissional. Em minha visita ao país em 2018, convidado pelo governo e Ministério de Educação, pude ver como eles colocam em prática propostas de formação desde ensino infantil até ensino superior, de forma holística e integrada.

Além disso, os estudantes internacionais, que forem ao país para fazer curso de inglês, técnico ou superior a partir de 16 semanas, podem trabalhar 20 horas semanais, enquanto estudam. Já para programas de mestrado e PhD, o aluno pode trabalhar sem limite de horário, o que ajuda muitos brasileiros a custear alimentação e moradia. Outra vantagem é que o estudante pode também aplicar para o visto de trabalho pós-estudo, dependendo do nível de graduação que cursou no país.  

No momento, podemos aguardar a definição deste país, que soube cuidar de sua população e protegê-la dos percalços da pandemia. Mas enquanto isso, os alunos podem iniciar seus estudos de forma Online. E, inclusive, as instituições de ensino estão oferecendo alguns cursos de curta duração de forma gratuita, para experimentar o sistema de ensino. O projeto chama-se Future Learn, e oferece desde cursos de inglês a Design Thinking, Educação Digital, IoT entre outras de forma gratuita.

E, assim que abrir as fronteiras, certamente, o Brasil voltará a contribuir com muitos estudantes, uma vez que a Nova Zelândia está entre os cinco países mais buscados entre os brasileiros para estudar fora, segundo pesquisa da Education New Zealand realizada em 2020.

Kia Ora (Olá / Boa Sorte em Maori)

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