Ratinho se recusa a falar sobre Traiano e acusa imprensa de fazer “teatro”

Governador é parceiro político de Ademar Traiano, que confessou ter recebido propina de R$ 100 mil

O governador Ratinho Jr. (PSD) se esquivou por duas vezes nesta terça (20) de responder sobre a situação de seu correligionário Ademar Traiano (PSD), que confessou ter recebido propina de R$ 100 mil e assinou um acordo de não persecução penal para não responder a processo. Numa aparição em público no Palácio Iguaçu, Ratinho desviou dos repórteres e apenas disse que não aceitaria “teatro” por parte da imprensa.

Ao chegar para um evento no Palácio Iguaçu, acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana, Ratinho foi abordado por repórteres. Assim que Narley Resende, da RPC, porém, começou a fazer a primeira pergunta, sobre o caso Traiano, o governador disse em alto e bom som: “Sem teatro”.

Vídeo: Tami Taketani/Plural

Na saída do mesmo evento, em que foi apresentado ao Paraná o programa Pé de Meia, do governo federal, que dará recursos para estudantes de ensino médio público em todo o país, Ratinho novamente foi questionado sobre sua proximidade com Traiano e o o caso da propina. Dessa vez se limitou a dizer: “Não sou comentarista político”. Quando Narley Resende insistiu, dizendo que Ratinho é presidente estadual do PSD, partido de Traiano, o governador simplesmente deu as costas.

Vídeo: Tami Taketani/Plural

O caso Traiano

O caso Traiano é um incômodo para Ratinho desde dezembro, quando vieram à tona informações sobre o acordo de não persecução penal assinado pelo presidente da Assembleia. Os documentos mostram que Traiano e Plauto Miró (União), à época primeiro-secretário da Assembleia, receberam R$ 100 mil cada de Vicente Malucelli, responsável pela TV Icaraí, que estava então prestes a renovar seu contrato de prestação de serviços com a TV Assembleia.

A situação voltou a ficar mais tensa nesta semana quando a RPC publicou os áudios e os vídeos do caso, que até então não tinham vindo à tona. Neles, Traiano combina como e quando quer receber o dinheiro ilícito.

Ratinho, além de ser correligionário de Traiano, foi fiador do deputado em três das cinco eleições que ele venceu para a Presidência da Assembleia. Os dois são parceiros de longa data e sempre tiveram proximidade.

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